São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
Hoje de manhã você recebeu a ligação do dentista de JMD, referente a uma paciente, sexo feminino, 32 anos, gestante, sua paciente ambulatorial, o dentista responsável pelo atendimento estava preocupado com um procedimento de extração dentária complicada que teria que fazer e precisava de sua orientação médica. É correto afirmar que:
Profilaxia endocardite na gravidez: valvopatia reumática, próteses valvares, cardiopatia congênita cianogênica e EI prévia.
A profilaxia de endocardite infecciosa em gestantes é indicada em condições cardíacas de alto risco, como valvopatia reumática, presença de próteses valvares, cardiopatia congênita cianogênica e histórico de endocardite infecciosa. Essas condições aumentam significativamente o risco de bacteremia e subsequente infecção valvar durante procedimentos invasivos, como extrações dentárias.
A profilaxia de endocardite infecciosa (EI) em gestantes é um tema de grande relevância na prática clínica, especialmente para ginecologistas, obstetras e cardiologistas. A endocardite é uma condição rara, mas grave, com alta morbimortalidade, e a gestação pode aumentar a complexidade do manejo. A identificação de gestantes de alto risco para EI é fundamental para a prevenção de desfechos adversos. As indicações para profilaxia de EI em gestantes são semelhantes às da população geral, focando em condições cardíacas que conferem maior risco de bacteremia e colonização valvar. Estas incluem valvopatia reumática, que ainda é uma causa significativa de doença valvar em algumas regiões, a presença de próteses valvares (biológicas ou mecânicas), cardiopatias congênitas cianogênicas não reparadas ou reparadas com defeitos residuais, e, crucialmente, um histórico prévio de endocardite infecciosa. A presença de um shunt intracardíaco ou outras anomalias congênitas também pode aumentar o risco. Durante procedimentos que podem causar bacteremia, como extrações dentárias complicadas, a antibioticoprofilaxia é recomendada para essas pacientes de alto risco. A escolha do antibiótico deve considerar a segurança na gestação e a cobertura adequada para os patógenos orais mais comuns. O manejo multidisciplinar, envolvendo o obstetra, cardiologista e dentista, é essencial para garantir a segurança da mãe e do feto, minimizando os riscos de complicações cardíacas e infecciosas.
As principais indicações para profilaxia de endocardite infecciosa em gestantes incluem valvopatia reumática, presença de próteses valvares, cardiopatia congênita cianogênica não reparada ou reparada com defeitos residuais, e histórico prévio de endocardite infecciosa.
A profilaxia é crucial para prevenir a bacteremia transitória, que pode ocorrer durante procedimentos invasivos (como extrações dentárias), de se instalar em válvulas cardíacas previamente danificadas ou protéticas, levando a uma endocardite infecciosa, uma condição grave com alta morbimortalidade para mãe e feto.
Procedimentos odontológicos que envolvem manipulação da gengiva, da região periapical do dente ou perfuração da mucosa oral (como extrações dentárias, cirurgias periodontais, raspagem e alisamento radicular) geralmente exigem profilaxia em gestantes com alto risco de endocardite infecciosa.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo