Profilaxia Endocardite Bacteriana: Indicações Chave

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Qual dos pacientes abaixo têm indicação de profilaxia para endocardite bacteriana?

Alternativas

  1. A) Uma mulher de 23 anos com prolapso de válvula mitral que será submetida à uma obturação dentária.
  2. B) Uma mulher de 24 anos de idade com defeito de septo atrial completamente corrigido aos 2 anos de idade que será submetida a uma cistoscopia para hematúria.
  3. C) Um homem de 30 anos de idade, usuário de drogas intravenosas e endocardite prévia, que será submetido a uma cirurgia gengival.
  4. D) Um homem de 45 anos de idade, com prótese valvar mitral há 5 anos que será submetido à limpeza de dentes.
  5. E) Uma mulher de 63 anos, com prótese aórtica há 2 anos, que será submetida a uma colonoscopia de rotina.

Pérola Clínica

Profilaxia endocardite: indicada para pacientes com endocardite prévia ou prótese valvar submetidos a procedimentos dentários invasivos.

Resumo-Chave

A profilaxia para endocardite bacteriana é restrita a condições cardíacas de alto risco e procedimentos específicos, principalmente dentários que envolvem manipulação da gengiva ou região periapical. Pacientes com história prévia de endocardite infecciosa ou próteses valvares são considerados de alto risco.

Contexto Educacional

A profilaxia da endocardite infecciosa é um tema crucial na prática clínica, especialmente para cardiologistas e clínicos gerais. As diretrizes atuais restringem as indicações para pacientes com maior risco de desenvolver endocardite e para procedimentos com maior probabilidade de causar bacteremia. Compreender essas indicações é fundamental para evitar o uso desnecessário de antibióticos e suas consequências, como resistência bacteriana. As condições cardíacas de alto risco incluem: próteses valvares cardíacas (mecânicas ou biológicas), história prévia de endocardite infecciosa, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas, cardiopatias congênitas reparadas com material protético nos primeiros 6 meses pós-procedimento ou com defeito residual, e receptores de transplante cardíaco que desenvolvem valvulopatia. Os procedimentos que exigem profilaxia são principalmente os dentários que envolvem manipulação da gengiva, região periapical do dente ou perfuração da mucosa oral. Procedimentos gastrointestinais ou geniturinários geralmente não requerem profilaxia, exceto em casos específicos de infecção ativa. A escolha do antibiótico e a dose dependem do tipo de procedimento e da presença de alergias. A amoxicilina é o antibiótico de primeira escolha para a maioria dos pacientes. A profilaxia visa prevenir a bacteremia transitória que pode ocorrer durante esses procedimentos e levar à colonização de estruturas cardíacas vulneráveis. É vital que residentes e estudantes dominem essas diretrizes para uma prática segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para profilaxia de endocardite infecciosa?

As principais indicações incluem pacientes com próteses valvares cardíacas, história prévia de endocardite infecciosa, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas e transplante cardíaco com valvulopatia.

Quais procedimentos requerem profilaxia para endocardite?

A profilaxia é recomendada principalmente para procedimentos dentários que envolvem manipulação da gengiva, região periapical do dente ou perfuração da mucosa oral.

Por que o prolapso de válvula mitral isolado não requer profilaxia?

O prolapso de válvula mitral sem regurgitação significativa ou espessamento valvar não é mais considerado uma condição de alto risco para endocardite infecciosa, conforme as diretrizes atuais.

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