UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2015
Acerca das complicações da gestação, julgue o item subsequente.Gestantes com histórico de doença cardíaca valvar e defeitos septais ventriculares devem receber a profilaxia de endocardite bacteriana no momento da realização do parto.
Gestantes com valvopatia ou defeitos septais → Profilaxia endocardite bacteriana no parto.
A profilaxia de endocardite bacteriana durante o parto é indicada para gestantes com condições cardíacas de alto risco, como valvopatias protéticas, histórico de endocardite, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas ou reparadas com defeitos residuais, e valvopatias em geral, devido ao risco de bacteremia transitória durante o procedimento.
A profilaxia de endocardite bacteriana em gestantes com cardiopatias é um tema importante na obstetrícia e cardiologia. Embora as diretrizes para profilaxia de endocardite tenham se tornado mais restritivas ao longo dos anos, certas condições cardíacas de alto risco ainda justificam a administração de antibióticos durante o parto para prevenir essa complicação grave. A bacteremia transitória que pode ocorrer durante o trabalho de parto e o parto vaginal ou cesariana pode levar à colonização de lesões cardíacas preexistentes. As condições que classicamente indicam profilaxia incluem valvopatias protéticas, histórico prévio de endocardite infecciosa, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas, cardiopatias congênitas reparadas com material protético ou defeitos residuais, e valvopatias em geral. A decisão deve ser individualizada, considerando o tipo de cardiopatia, o risco de endocardite e o risco de reações adversas aos antibióticos. O regime antibiótico deve ser administrado por via intravenosa, geralmente uma hora antes do procedimento, e deve cobrir os patógenos mais comuns associados à bacteremia de origem geniturinária. É fundamental que o cardiologista e o obstetra trabalhem em conjunto para avaliar o risco e definir a melhor estratégia para cada paciente, garantindo a segurança materna e fetal.
Incluem valvopatias protéticas, histórico de endocardite, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas, defeitos septais residuais e valvopatias em geral.
O parto, especialmente o vaginal, pode causar bacteremia transitória, aumentando o risco de endocardite em pacientes com lesões cardíacas predisponentes.
Os antibióticos de escolha geralmente são ampicilina ou cefazolina, administrados por via intravenosa, com opções alternativas para pacientes alérgicas à penicilina.
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