INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma gestante com 29 anos, primigesta, havia realizado um exame de urocultura durante o pré-natal, cujo resultado apresentou 1.000 UFC/mL de Streptococcus agalactiae. Ainda durante o pré-natal, não se realizou o rastreio para colonização pelo estreptococo beta hemolítico do grupo B (EGB) por meio de cultura do conteúdo vaginal e retal. A paciente chega ao pronto-socorro obstétrico em trabalho de parto, com 38 semanas de gestação, bolsa íntegra. Nesse caso, em relação à profilaxia intraparto de sepse neonatal por EGB, deve-se
Urocultura positiva para EGB na gestação = indicação de profilaxia intraparto com Penicilina G EV.
Uma urocultura positiva para Streptococcus agalactiae (EGB) em qualquer momento da gestação é um indicador de colonização significativa e persistente, e por si só já é uma indicação para profilaxia antibiótica intraparto, independentemente do rastreio vaginal/retal ou da integridade da bolsa. A Penicilina G é o antibiótico de primeira escolha.
A infecção neonatal por Streptococcus agalactiae (EGB) é uma causa importante de sepse, pneumonia e meningite em recém-nascidos, com alta morbimortalidade. A principal via de transmissão é vertical, durante o trabalho de parto, quando o neonato entra em contato com as secreções vaginais da mãe colonizada. A profilaxia antibiótica intraparto é a estratégia mais eficaz para prevenir a doença neonatal precoce por EGB. As diretrizes atuais recomendam o rastreio universal de EGB por cultura vaginal e retal entre 35 e 37 semanas de gestação. No entanto, existem outras indicações para a profilaxia, independentemente do resultado desse rastreio. Uma delas é a presença de EGB na urocultura em qualquer momento da gestação, pois isso indica uma colonização materna de alto grau e risco elevado de transmissão. Nesse cenário, a gestante deve receber profilaxia com Penicilina G cristalina intravenosa durante o trabalho de parto. A ampicilina é uma alternativa, mas a Penicilina G é preferencial devido ao seu espectro mais estreito e eficácia comprovada. A profilaxia é crucial para reduzir a carga bacteriana no canal de parto e, consequentemente, o risco de infecção neonatal.
As indicações incluem urocultura positiva para EGB em qualquer momento da gestação, rastreio vaginal/retal positivo entre 35-37 semanas, história de filho anterior com doença invasiva por EGB, ou fatores de risco intraparto como trabalho de parto prematuro, ruptura prolongada de membranas (>18h) ou febre intraparto (>38°C) sem rastreio prévio.
Uma urocultura positiva para EGB indica uma colonização urinária significativa, que está associada a um risco muito elevado de colonização genital e, consequentemente, de transmissão vertical para o recém-nascido, justificando a profilaxia imediata.
A Penicilina G cristalina é o antibiótico de primeira escolha, administrada por via intravenosa: dose inicial de 5 milhões de unidades, seguida de 2,5 milhões de unidades a cada 4 horas até o parto.
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