UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022
A infecção por Streptococcus do grupo B (EGB) é hoje a principal causa de sepse neonatal precoce. Em pacientes com cultura desconhecida, a profilaxia antimicrobiana é indicada em caso de:
Bacteriúria assintomática por EGB em gestante → indicação de profilaxia antimicrobiana intraparto.
A presença de bacteriúria assintomática por EGB em qualquer momento da gestação é um forte preditor de colonização vaginal/retal e, portanto, uma indicação para profilaxia antimicrobiana intraparto, independentemente do resultado da cultura de rastreio de 35-37 semanas.
A infecção por Streptococcus do grupo B (EGB) é uma das principais causas de sepse neonatal precoce, uma condição grave que pode levar a morbidade e mortalidade significativas em recém-nascidos. A prevenção é fundamental e baseia-se na identificação de gestantes colonizadas e na administração de profilaxia antimicrobiana intraparto. O rastreio universal por cultura vaginal e retal entre 35 e 37 semanas de gestação é a estratégia padrão. No entanto, existem situações em que a profilaxia é indicada independentemente do resultado da cultura de rastreio, ou quando este é desconhecido. A bacteriúria assintomática por EGB, diagnosticada em qualquer momento da gestação, é uma dessas indicações absolutas, pois reflete uma alta carga bacteriana e um risco elevado de colonização genital e transmissão vertical. Outras indicações incluem história de filho anterior com doença invasiva por EGB e fatores de risco intraparto como febre materna, amniorrexe prolongada (>18 horas) ou trabalho de parto prematuro, quando o status de EGB é desconhecido. A administração de antibióticos, geralmente penicilina ou ampicilina, durante o trabalho de parto, visa reduzir a colonização bacteriana no canal de parto e, consequentemente, diminuir o risco de infecção no neonato. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes dessas diretrizes para garantir a segurança materno-infantil e otimizar os desfechos neonatais.
As principais indicações incluem cultura positiva para EGB (35-37 semanas), bacteriúria assintomática por EGB em qualquer fase da gestação, história de filho anterior com doença invasiva por EGB, e fatores de risco intraparto (febre, amniorrexe > 18h, trabalho de parto prematuro) com status de EGB desconhecido.
A bacteriúria assintomática por EGB indica uma colonização significativa e persistente do trato urinário, que se correlaciona fortemente com a colonização genital, aumentando o risco de transmissão vertical e sepse neonatal precoce, justificando a profilaxia.
O principal objetivo é prevenir a sepse neonatal precoce por EGB, que pode causar morbidade e mortalidade significativas em recém-nascidos, através da redução da carga bacteriana no trato genital materno durante o parto.
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