CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Primigesta, 26 semanas, Rh negativo, com diagnóstico de placenta prévia, foi a maternidade com sangramento vaginal abundante. Informa que o marido é Rh positivo homozigoto.Qual o acompanhamento da gestante:
Gestante Rh- com sangramento + marido Rh+ homozigoto → Imunoglobulina anti-D imediata e a cada 12 semanas até o parto.
Em gestantes Rh negativo com marido Rh positivo homozigoto, há 100% de chance de o feto ser Rh positivo. Sangramentos (como na placenta prévia) aumentam o risco de sensibilização. A imunoglobulina anti-D deve ser administrada imediatamente e repetida a cada 12 semanas para manter a proteção até o parto.
A doença hemolítica perinatal (DHPN), causada pela isoimunização Rh, é uma condição grave que pode levar à anemia fetal, hidropsia e morte. A profilaxia com imunoglobulina anti-D é a principal estratégia para prevenir a sensibilização de gestantes Rh negativo. Em casos de sangramento vaginal, como na placenta prévia, o risco de passagem de hemácias fetais para a circulação materna é significativamente aumentado, exigindo uma intervenção imediata. A imunoglobulina anti-D atua ligando-se aos antígenos D presentes nas hemácias fetais Rh positivas que entram na circulação materna, promovendo sua destruição antes que o sistema imune materno seja ativado para produzir anticorpos. A informação de que o marido é Rh positivo homozigoto é crucial, pois garante que o feto será Rh positivo, tornando a profilaxia indispensável. O Coombs indireto deve ser solicitado para confirmar que a mãe ainda não está sensibilizada. A conduta padrão em gestantes Rh negativo não sensibilizadas, com sangramento vaginal e risco de isoimunização, é a administração imediata de imunoglobulina anti-D. Devido à sua meia-vida, a imunoglobulina deve ser repetida a cada 12 semanas (ou 3 meses) para manter níveis protetores até o parto, garantindo a prevenção contínua da sensibilização materna e protegendo o feto de DHPN.
A imunoglobulina anti-D age destruindo os eritrócitos fetais Rh positivos que porventura tenham entrado na circulação materna antes que o sistema imune da mãe possa produzir anticorpos anti-Rh.
Além do sangramento vaginal, a imunoglobulina anti-D é indicada após amniocentese, biópsia de vilo corial, cordocentese, trauma abdominal, versão cefálica externa, aborto espontâneo ou induzido, gravidez ectópica e no pós-parto de bebê Rh positivo.
Se o marido é Rh positivo homozigoto, todos os filhos serão Rh positivo. Isso significa que há 100% de risco de incompatibilidade Rh se a mãe for Rh negativo, tornando a profilaxia ainda mais crítica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo