IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Duas crianças estão internadas, num hospital, com meningite: a criança A com meningite meningocócica, e a criança B, com meningite pneumocócica. Qual é a conduta de imediato com relação aos contactantes íntimos das crianças?
Profilaxia para contactantes de meningite → APENAS para meningocócica (Rifampicina, Ceftriaxona ou Ciprofloxacino).
A quimioprofilaxia para contactantes íntimos é indicada apenas para a meningite meningocócica (causada por Neisseria meningitidis) devido ao alto risco de transmissão secundária e à gravidade da doença. Para a meningite pneumocócica (Streptococcus pneumoniae), a profilaxia de contactantes não é recomendada, pois o risco de transmissão secundária é baixo.
A meningite bacteriana é uma emergência médica, e a identificação do agente etiológico é crucial para o tratamento e para as medidas de saúde pública. Entre os principais agentes, a Neisseria meningitidis (meningococo) e o Streptococcus pneumoniae (pneumococo) são os mais comuns. No entanto, a conduta em relação aos contactantes íntimos difere significativamente entre elas devido às suas características epidemiológicas. A meningite meningocócica é altamente contagiosa e pode causar surtos. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, e os contactantes íntimos têm um risco elevado de desenvolver a doença. Por essa razão, a quimioprofilaxia é fortemente recomendada para esses indivíduos, utilizando medicamentos como rifampicina, ceftriaxona ou ciprofloxacino, visando erradicar o estado de portador na nasofaringe e prevenir a doença secundária. A vacinação, embora importante na prevenção primária, não é a medida imediata para contactantes expostos. Em contraste, a meningite pneumocócica, causada pelo Streptococcus pneumoniae, tem um risco muito baixo de transmissão secundária para contactantes. O pneumococo é um habitante comum da nasofaringe e a doença invasiva geralmente ocorre em indivíduos suscetíveis. Portanto, a quimioprofilaxia para contactantes de casos de meningite pneumocócica não é indicada. Residentes devem estar aptos a diferenciar essas situações para aplicar as medidas de controle de infecção corretas e evitar o uso desnecessário de antibióticos.
Contactantes íntimos são aqueles que tiveram contato próximo e prolongado com as secreções respiratórias do paciente (ex: moradores da mesma casa, parceiros sexuais, colegas de creche/escola na mesma sala, profissionais de saúde expostos a secreções sem proteção adequada) nos 7 dias anteriores ao início dos sintomas.
A Neisseria meningitidis (meningococo) é altamente transmissível por gotículas respiratórias, com um risco significativo de doença secundária grave em contactantes. Já o Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é um comensal comum da nasofaringe, e o risco de transmissão secundária e doença invasiva em contactantes é muito baixo, não justificando a quimioprofilaxia.
As opções de quimioprofilaxia incluem rifampicina (oral, por 2 dias), ceftriaxona (IM, dose única) e ciprofloxacino (oral, dose única, para adultos). A escolha depende da idade do contactante, contraindicações e perfil de resistência local.
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