SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Para um recém-nascido de 34 semanas de idade gestacional e exposto ao HIV que não pode receber Antirretroviral por via oral, a posologia do AZT profilático é:
RN < 35 semanas exposto HIV, AZT IV: 1,5 mg/kg 12/12h por 14 dias, depois 2,3 mg/kg 12/12h.
A profilaxia com AZT em recém-nascidos expostos ao HIV é crucial para prevenir a transmissão vertical. A posologia varia conforme a idade gestacional e a via de administração. Para RN pré-termos (<35 semanas) que não podem receber via oral, a dose inicial de AZT IV é menor e aumenta após 14 dias para otimizar a proteção.
A profilaxia da transmissão vertical do HIV é um pilar fundamental na saúde materno-infantil, visando reduzir a infecção pelo vírus em recém-nascidos de mães soropositivas. A zidovudina (AZT) é o antirretroviral mais utilizado para profilaxia neonatal, e sua administração deve ser iniciada o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 4 horas de vida, e mantida por 4 a 6 semanas, dependendo do risco de transmissão. A posologia do AZT em recém-nascidos é cuidadosamente ajustada com base na idade gestacional e na via de administração. Recém-nascidos pré-termo, especialmente aqueles com menos de 35 semanas de idade gestacional, possuem imaturidade metabólica e renal, o que afeta a farmacocinética do medicamento. Nesses casos, a dose inicial de AZT intravenoso é reduzida para 1,5 mg/kg a cada 12 horas nos primeiros 14 dias de vida. Após os primeiros 14 dias, e com a progressiva maturação dos sistemas do recém-nascido, a dose de AZT intravenoso é aumentada para 2,3 mg/kg a cada 12 horas, mantendo a eficácia da profilaxia. É crucial seguir os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e sociedades médicas para garantir a segurança e a máxima proteção contra a transmissão do HIV, monitorando o bebê para possíveis efeitos adversos e realizando os exames diagnósticos pertinentes.
A profilaxia com AZT (zidovudina) é fundamental para reduzir significativamente o risco de transmissão vertical do HIV da mãe para o bebê, sendo uma intervenção eficaz na prevenção da infecção neonatal.
Recém-nascidos pré-termo (especialmente <35 semanas) têm imaturidade hepática e renal, exigindo doses iniciais menores e intervalos maiores de AZT para evitar toxicidade, com ajuste posterior conforme a tolerância e o tempo de vida.
A mudança na posologia após 14 dias reflete a maturação progressiva dos sistemas enzimáticos e renais do recém-nascido, permitindo um aumento da dose para manter níveis terapêuticos eficazes e otimizar a profilaxia.
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