USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Homem de 42 anos sofreu queimaduras por combustão de álcool em tronco e membros inferiores. Foi trazido ao pronto-socorro de hospital secundário, onde recebeu o atendimento inicial. Ao exame: consciente e orientado, Glasgow 15, ventilação com murmúrio vesicular presente a simétrico, saturação de oxigênio em ar ambiente de 97%, frequência respiratória de 20 ipm, frequência cardíaca de 98 bpm, pressão arterial de 100 x 60 mmHg, queimaduras de segundo e terceiro graus em abdome, coxa direita e coxa esquerda. A equipe médica iniciou a reposição volêmica com cristaloides e realizou analgesia endovenosa.Qual das condutas abaixo também deve ser implementada no atendimento inicial desse paciente?
Queimaduras → alto risco de tétano; checar vacinação antitetânica é conduta inicial essencial.
A profilaxia antitetânica é crucial no atendimento inicial de pacientes com queimaduras, especialmente as de segundo e terceiro graus, devido à natureza contaminada da lesão e ao risco de infecção por Clostridium tetani. A checagem do status vacinal e a administração de toxoide e/ou imunoglobulina são prioritárias.
O atendimento inicial ao paciente queimado segue os princípios do ATLS, priorizando a avaliação e estabilização da via aérea, respiração e circulação. Após a estabilização hemodinâmica e analgesia, outras condutas essenciais incluem a avaliação da extensão e profundidade das queimaduras, a reposição volêmica adequada (fórmula de Parkland), e a prevenção de complicações. A profilaxia antitetânica é uma medida crucial no manejo de queimaduras, dada a natureza contaminada das lesões e o risco de infecção por Clostridium tetani. A bactéria, um anaeróbio estrito, pode proliferar em tecidos desvitalizados e necróticos, liberando neurotoxinas que causam espasmos musculares e paralisia. Portanto, a checagem do status vacinal e a administração de toxoide tetânico e/ou imunoglobulina antitetânica (TIG) são etapas fundamentais no atendimento inicial, visando prevenir uma complicação grave e potencialmente fatal como o tétano. Outras medidas incluem o controle da temperatura, cobertura das lesões e avaliação para transferência a um centro de queimados.
Todos os pacientes com queimaduras, especialmente as de segundo e terceiro graus, são considerados de alto risco para tétano. A profilaxia deve ser avaliada em todos os casos, independentemente da extensão da queimadura.
A conduta envolve checar o histórico vacinal do paciente. Se incompleto ou desconhecido, deve-se administrar o toxoide tetânico (dT ou DTPa) e, em casos de alto risco ou ferimentos graves, a imunoglobulina antitetânica (TIG).
As queimaduras criam um ambiente favorável para o crescimento de Clostridium tetani, uma bactéria anaeróbia presente no solo e fezes. A lesão tecidual extensa e a necrose podem abrigar esporos, levando à produção de toxinas e tétano.
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