HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2021
Adolescente, sexo feminino, 12 anos, é atendida no pronto- -socorro após sofrer queda de bicicleta, apresentando-se com múltiplas escoriações e ferimentos corto-contusos profundos. A caderneta de saúde da criança revela que a menor recebeu as três doses do esquema básico com DTP, com um reforço aos seis anos. A conduta mais adequada com relação à profilaxia antitetânica é aplicar:
Ferimento grave + última dose há >5 anos (mas esquema completo) → reforço dT (adulto).
Em ferimentos graves ou contaminados, se a última dose de vacina antitetânica foi há mais de 5 anos, mesmo com esquema básico completo, um reforço é indicado. Para adolescentes e adultos, utiliza-se a vacina dupla tipo adulto (dT), que contém menor dose de toxoide diftérico. O soro antitetânico é reservado para casos de esquema vacinal incompleto ou desconhecido com ferimentos de alto risco.
A profilaxia antitetânica é uma medida crucial na emergência para prevenir o tétano, uma doença grave causada pela toxina de Clostridium tetani. A decisão sobre a conduta (vacina, soro ou ambos) depende do tipo de ferimento (limpo ou tetanogênico) e do histórico vacinal do paciente. É fundamental que residentes e estudantes dominem o esquema vacinal e as indicações para cada situação. O esquema básico de vacinação contra o tétano consiste em três doses, geralmente administradas na infância (DTP). Reforços são recomendados a cada 10 anos para adultos e, em casos de ferimentos, a cada 5 anos se o ferimento for de alto risco. A vacina dupla tipo adulto (dT) é a preferencial para reforços em adolescentes e adultos, pois contém uma dose reduzida do componente diftérico, minimizando reações adversas. A avaliação do ferimento quanto ao risco de tétano (profundidade, contaminação, presença de corpo estranho) e a análise detalhada da caderneta de vacinação são passos essenciais. A imunoglobulina antitetânica (soro) oferece proteção passiva imediata e é reservada para situações de alto risco com imunização inadequada, devendo ser administrada em um local diferente da vacina.
O reforço é indicado para ferimentos graves ou contaminados se a última dose da vacina antitetânica foi administrada há mais de 5 anos, mesmo que o esquema básico esteja completo.
DTP é a tríplice bacteriana (difteria, tétano, coqueluche) para crianças. dT é a dupla adulto (difteria e tétano com menor dose de difteria). DTPa é a tríplice acelular, com menor reatogenicidade.
O soro antitetânico (imunoglobulina humana antitetânica) é recomendado para ferimentos de alto risco em pacientes com esquema vacinal incompleto, desconhecido ou imunocomprometidos, sempre em conjunto com a vacina.
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