HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Homem, 54 anos, sofreu uma laceração profunda na mão direita enquanto trabalhava em seu jardim. A ferida foi causada por um objeto enferrujado. O paciente possui histórico comprovado de três doses da vacina tríplice bacteriana (DTP) na infância e uma dose de vacina antitetânica de reforço há 12 anos, após sofrer um acidente de carro. Em relação ao caso apresentado, qual é a conduta correta neste momento?
Ferida tetanogênica + reforço há >10 anos (ou >5a em ferida grave) → apenas reforço vacinal.
A profilaxia antitetânica depende do histórico vacinal do paciente e do tipo de ferida. Neste caso, o paciente tem histórico de vacinação completa na infância e um reforço há 12 anos. Como o último reforço foi há mais de 10 anos e a ferida é tetanogênica, a conduta correta é administrar apenas uma dose de reforço da vacina antitetânica (dT ou DTPa). A imunoglobulina seria indicada se o histórico vacinal fosse desconhecido, incompleto ou se o último reforço fosse há mais de 5 anos E a ferida fosse grave/muito contaminada, sem histórico de 3 doses.
A profilaxia antitetânica é uma medida crucial no manejo de feridas, especialmente aquelas consideradas tetanogênicas, como lacerações profundas ou contaminadas por objetos enferrujados. O tétano é uma doença grave, e a prevenção eficaz depende de uma avaliação cuidadosa do histórico vacinal do paciente e das características da ferida. Para residentes, a compreensão das diretrizes é fundamental para a tomada de decisão rápida e correta na emergência. O esquema vacinal primário contra o tétano consiste em três doses. Após a conclusão do esquema primário, são recomendados reforços a cada 10 anos. Em situações de feridas tetanogênicas, a necessidade de um reforço adicional ou de imunoglobulina antitetânica (IGAT) é determinada pela data do último reforço e pelo status vacinal geral do paciente. No caso apresentado, o paciente possui um esquema primário completo (três doses na infância) e um reforço há 12 anos. De acordo com as diretrizes, se o último reforço foi há mais de 10 anos (ou mais de 5 anos para feridas graves/muito contaminadas), e o paciente tem um esquema primário completo, apenas uma dose de reforço da vacina antitetânica (dT ou DTPa) é necessária. A imunoglobulina antitetânica é reservada para pacientes sem histórico vacinal completo, desconhecido ou em feridas de alto risco com esquema primário inadequado. A administração desnecessária de IGAT deve ser evitada.
A imunoglobulina antitetânica é indicada para feridas tetanogênicas em pacientes com histórico vacinal desconhecido, incompleto (menos de 3 doses) ou para feridas graves/muito contaminadas se o último reforço foi há mais de 5 anos e o paciente não tem um esquema primário completo.
A vacina dT (dupla adulto) protege contra difteria e tétano. A DTPa (tríplice bacteriana acelular adulto) protege contra difteria, tétano e coqueluche, sendo preferível para adultos e gestantes para proteção contra coqueluche. Ambas servem como reforço antitetânico.
Para adultos com esquema primário completo, o reforço é recomendado a cada 10 anos. Em caso de feridas tetanogênicas, se o último reforço foi há mais de 5 anos, um novo reforço deve ser administrado.
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