Profilaxia Antitetânica: Ferida Contaminada e Histórico Vacinal

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 70 anos, do sexo feminino, ao fazer a poda no jardim de casa, perfurou o dedo com espinho de roseira. A vizinha aconselhou-a a ir à unidade básica de saúde (UBS) para avaliar a profilaxia de tétano, Ao chegar à UBS, disse ter certeza de duas doses de vacina dT ao longo da vida, sendo a última há mais ou menos sete anos, quando teve uma fratura. Nesse caso, qual profilaxia antitetânica deve ser preconizada para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Soro antitetânico e completar a 3ª dose da vacina dT.
  2. B) Uma dose da vacina dT de reforço.
  3. C) Três doses da vacina dT.
  4. D) Uma dose da vacina dT quando completar dez anos da última dose.

Pérola Clínica

Ferida contaminada + <3 doses dT ou última dose >5-10 anos → Soro antitetânico + completar/reforçar vacina dT.

Resumo-Chave

Para feridas contaminadas, como a perfuração por espinho de roseira, a profilaxia do tétano depende do histórico vacinal. Se a paciente não tem o esquema completo (3 doses) ou a última dose foi há mais de 5 anos (para feridas contaminadas), ela precisa de soro antitetânico (TIG) e de uma dose da vacina dT para completar ou reforçar o esquema.

Contexto Educacional

A profilaxia do tétano é uma medida crucial na atenção primária e em serviços de emergência, especialmente diante de ferimentos que podem ser portas de entrada para o Clostridium tetani. A decisão sobre a conduta adequada (vacina dT, soro antitetânico ou ambos) depende de dois fatores principais: o tipo de ferimento (limpo/menor ou contaminado/maior) e o histórico vacinal do paciente. Para feridas contaminadas, como a perfuração por espinho de roseira, o risco de tétano é maior. Se o paciente não possui o esquema vacinal completo (3 doses) ou se a última dose foi há mais de 5 anos, a imunização passiva com soro antitetânico (TIG) é fundamental para conferir proteção imediata. Além disso, a vacina dT deve ser administrada para iniciar ou completar o esquema vacinal e garantir a imunidade ativa a longo prazo. No caso da paciente com 2 doses e a última há 7 anos, ela precisa da 3ª dose para completar o esquema e, devido à ferida contaminada e ao tempo desde a última dose, também do soro antitetânico. Residentes devem dominar o calendário vacinal e as indicações para cada componente da profilaxia antitetânica. A falha em administrar o TIG quando indicado pode ter consequências graves, dada a alta letalidade do tétano. A educação do paciente sobre a importância da vacinação regular também é parte integrante da prevenção.

Perguntas Frequentes

Quando o soro antitetânico (TIG) é indicado na profilaxia do tétano?

O soro antitetânico (TIG) é indicado para feridas contaminadas (com terra, fezes, saliva, objetos enferrujados, etc.) em pacientes com histórico vacinal desconhecido, incompleto (menos de 3 doses) ou quando a última dose da vacina dT foi há mais de 5 anos. Ele oferece imunidade passiva imediata.

Qual o esquema vacinal básico para o tétano em adultos?

O esquema vacinal básico para o tétano em adultos consiste em 3 doses da vacina dT (dupla adulto), com um intervalo de 2 meses entre a primeira e a segunda dose, e de 4 a 6 meses entre a segunda e a terceira dose. Após o esquema primário, são recomendados reforços a cada 10 anos.

Qual a diferença entre a vacina dT e o soro antitetânico?

A vacina dT (toxoide tetânico e diftérico) estimula o sistema imune a produzir anticorpos, conferindo imunidade ativa e duradoura, mas que leva tempo para se desenvolver. O soro antitetânico (imunoglobulina antitetânica humana - TIG) fornece anticorpos pré-formados, conferindo imunidade passiva e imediata, essencial em situações de alto risco com proteção vacinal inadequada.

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