UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Qual esquema antirretroviral profilático deve ser recomendado para um recém-nascido de 28 semanas, cuja mãe foi diagnosticada com HIV no momento do parto?
RN de mãe HIV+ com diagnóstico no parto (sem TARV prévia) → Zidovudina por 28 dias.
Para recém-nascidos de mães HIV positivas que não receberam terapia antirretroviral durante a gestação ou cujo diagnóstico foi feito no parto, a profilaxia padrão é a zidovudina (AZT) em monoterapia por 28 dias, independentemente da idade gestacional do bebê.
A transmissão vertical do HIV (TV-HIV) é a principal via de infecção em crianças e pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação. A profilaxia antirretroviral em recém-nascidos expostos ao HIV é uma estratégia fundamental para reduzir drasticamente essa transmissão, sendo um pilar do manejo perinatal do HIV. O conhecimento dos esquemas profiláticos é essencial para residentes de Pediatria e Ginecologia-Obstetrícia, pois a conduta correta impacta diretamente a saúde do neonato. O esquema profilático para o recém-nascido é determinado com base na situação clínica da mãe, especialmente em relação à sua terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação e à carga viral no momento do parto. No cenário de uma mãe diagnosticada com HIV apenas no momento do parto, sem TARV prévia, o risco de transmissão é considerado intermediário a alto, justificando a intervenção. Nesses casos, a recomendação padrão é a monoterapia com zidovudina (AZT) por 28 dias, iniciada o mais precocemente possível (idealmente nas primeiras 4 horas de vida). Esquemas mais complexos, com dois ou três antirretrovirais, são reservados para situações de maior risco de transmissão, como carga viral materna elevada ou falha terapêutica. É importante ressaltar que a amamentação é contraindicada para mães HIV positivas, independentemente do esquema profilático do RN.
A profilaxia é crucial para reduzir o risco de transmissão vertical do HIV da mãe para o filho. A intervenção precoce com antirretrovirais pode prevenir a infecção em até 90% dos casos, sendo um pilar fundamental do manejo perinatal.
Esquemas mais robustos (com dois ou três fármacos) são indicados em situações de alto risco de transmissão, como carga viral materna indetectável no parto, ausência de TARV materna, ou quando a mãe apresentou falha terapêutica ao esquema antirretroviral.
Na profilaxia padrão, a zidovudina é administrada por 28 dias (4 semanas), iniciando-se preferencialmente nas primeiras 4 horas de vida do recém-nascido para maximizar sua eficácia.
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