SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
Um escolar é levado pela mãe a UPA referindo uma lesão única e superficial na mão há 5 horas por mordedura de cão domiciliar observável. Qual a conduta correta diante desse caso.
Mordedura superficial por cão domiciliar observável → observar o animal por 10 dias; se saudável, não há indicação de vacina antirrábica.
A conduta em caso de mordedura por animal depende de vários fatores, incluindo o tipo de animal, o status vacinal, a gravidade da lesão e a possibilidade de observação. Para cães e gatos domésticos observáveis, a observação do animal por 10 dias é a conduta inicial para decidir sobre a profilaxia antirrábica humana.
A raiva é uma zoonose viral grave, com letalidade de quase 100% em humanos. A profilaxia pós-exposição (PEP) é crucial e deve ser instituída de acordo com protocolos bem definidos, considerando o risco de transmissão. A avaliação de uma mordedura animal envolve a análise do tipo de animal, as características da lesão e a possibilidade de observação do agressor. Para mordeduras por cães e gatos domésticos, sadios e observáveis, a conduta padrão é a observação do animal por 10 dias. Se o animal permanecer vivo e saudável ao final desse período, significa que ele não estava transmitindo o vírus da raiva no momento da mordedura, e a profilaxia antirrábica humana não é necessária. Essa abordagem evita vacinações desnecessárias e otimiza recursos. Em contraste, ferimentos graves (profundos, múltiplos, em áreas de alto risco como face, pescoço, mãos) ou mordeduras por animais silvestres, desconhecidos ou com sinais de raiva, exigem a imediata instituição da profilaxia completa, que pode incluir soro antirrábico e vacina. É fundamental que o profissional de saúde saiba diferenciar essas situações para aplicar a conduta correta e garantir a segurança do paciente.
A observação do animal é a conduta inicial para cães e gatos domésticos, sadios e observáveis, por um período de 10 dias. Se o animal permanecer saudável durante esse período, não há risco de transmissão da raiva e a profilaxia humana não é necessária.
Os fatores incluem o tipo de animal (silvestre, doméstico, desconhecido), a gravidade da lesão (superficial, profunda, em áreas de alto risco), o status vacinal do animal e a possibilidade de observação do mesmo.
A sorovacinação (soro + vacina) é indicada para ferimentos graves, múltiplos ou profundos, em áreas de alto risco (cabeça, pescoço, face, mão, pé, polpa digital) ou em casos de mordeduras por animais silvestres, desconhecidos ou com suspeita de raiva, onde a observação não é possível.
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