SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
Um paciente de 28 anos de idade procurou a unidade básica de saúde (UBS) referindo que foi mordido na coxa direita, há uma hora, por um cachorro na rua, o qual não conhecia. Foi ajudado por um transeunte e levado UBS, por isso, não soube relatar de quem era o animal. Ao exame físico, notou-se um ferimento profundo de 10 cm em coxa direita. O médico optou por iniciar amoxicilina com clavulanato de forma profilática. Além disso, outras condutas devem ser realizadas. Assinale a alternativa que indica essas condutas.
Mordedura por animal desconhecido, ferimento profundo: Lavar, sutura NÃO hermética, vacina + soro antirrábico.
Em mordeduras por animais desconhecidos ou de alto risco, com ferimentos profundos, a profilaxia antirrábica completa (vacina e soro) é mandatória. A limpeza rigorosa da ferida com água e sabão é a primeira medida, e a sutura deve ser não hermética para evitar a formação de um ambiente anaeróbico que favoreça infecções, incluindo a raiva.
O manejo de mordeduras de animais é uma situação comum na prática médica, especialmente em unidades básicas de saúde, e exige conhecimento das diretrizes de profilaxia antirrábica e tratamento de feridas. A raiva é uma zoonose fatal, e a conduta adequada é crucial para prevenir a doença em humanos. Em casos de mordeduras por animais desconhecidos ou com comportamento suspeito, a profilaxia antirrábica pós-exposição é fundamental. Esta inclui a limpeza rigorosa da ferida com água e sabão, a administração de vacina antirrábica e, em situações de alto risco (ferimentos profundos, extensos, em áreas nobres), a aplicação de soro antirrábico. A decisão sobre o esquema de profilaxia depende da avaliação do animal, tipo de exposição e localização da ferida. Além da profilaxia antirrábica, o tratamento local da ferida é essencial. A sutura deve ser evitada ou realizada de forma não hermética para prevenir infecções bacterianas. A profilaxia antibiótica, geralmente com amoxicilina/clavulanato, é recomendada para feridas profundas, em mãos, pés, face, ou em pacientes imunocomprometidos, visando cobrir patógenos comuns como Pasteurella multocida e Staphylococcus aureus. O acompanhamento do paciente e a orientação sobre sinais de infecção são parte integrante da conduta.
A primeira e mais importante medida após uma mordedura de animal é a lavagem exaustiva da ferida com água e sabão por pelo menos 15 minutos. Isso ajuda a remover saliva e microrganismos, reduzindo significativamente o risco de infecção, incluindo a raiva.
A profilaxia antirrábica completa (vacina e soro) é indicada em casos de mordeduras por animais desconhecidos, silvestres, ou com suspeita de raiva, especialmente se o ferimento for profundo, extenso, na cabeça, pescoço, face, mãos ou pés. O soro é aplicado na e ao redor da ferida, e a vacina em esquema específico.
A sutura de feridas por mordedura deve ser não hermética (frouxa ou postergada) para permitir a drenagem de exsudatos e evitar a formação de um ambiente anaeróbico. Ambientes anaeróbicos favorecem a proliferação de bactérias patogênicas e o vírus da raiva, aumentando o risco de infecção e complicações.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo