UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2023
Paciente 30 anos, sexo feminino, sem comorbidades conhecidas, ao fazer trilha na região de Santa Leopoldina foi mordida na mão direita por um macaco, que em seguida fugiu para a mata. Chegou ao Pronto-Socorro cerca de 3 horas após o ocorrido. Observe as afirmativas abaixo e depois responda. I) Em situações conforme a descrita acima, deve prescrever soro e vacina antirrábicos. II) Devido à localização, deve ser abordada como mordedura grave. III) Se a lesão for grande e estiver limpa, deve ser realizado a sutura da ferida para evitar cicatrização por segunda intenção e comprometimento dos movimentos.
Mordedura por macaco → profilaxia antirrábica (soro + vacina) e abordagem como grave; sutura primária contraindicada em mãos.
Mordeduras por animais silvestres, como macacos, sempre exigem profilaxia antirrábica completa. Lesões em mãos são consideradas graves devido ao risco de infecção e comprometimento funcional, e a sutura primária é geralmente evitada para permitir drenagem e cicatrização por segunda intenção, diminuindo o risco de infecção.
A mordedura por animais, especialmente silvestres, é uma situação clínica comum que exige conhecimento específico para o manejo adequado. A raiva é uma zoonose fatal, e a profilaxia pós-exposição é crucial. O Brasil possui um protocolo bem estabelecido para a profilaxia antirrábica, que envolve a avaliação do tipo de exposição e do animal agressor para determinar a necessidade de soro e vacina. O diagnóstico e a conduta em casos de mordedura devem considerar a localização da lesão, a profundidade e o risco de infecção. Mordeduras em áreas como face, cabeça, pescoço, mãos e pés são classificadas como graves devido à proximidade com o sistema nervoso central e ao risco de comprometimento funcional e infecção. A limpeza exaustiva da ferida é a medida mais importante para prevenir infecções. A decisão de suturar a ferida deve ser criteriosa, pois a sutura primária pode ocluir bactérias e aumentar o risco de infecção, sendo muitas vezes preferível a cicatrização por segunda intenção ou sutura tardia. Para residentes, é fundamental dominar os protocolos de profilaxia antirrábica, antitetânica e antibioticoterapia para mordeduras. A avaliação da gravidade da lesão e a escolha da melhor abordagem para a ferida são pontos-chave para evitar complicações como infecções graves, perda de função e, em casos extremos, a raiva. A educação do paciente sobre os cuidados com a ferida e os sinais de alerta também é parte integrante do manejo.
A profilaxia antirrábica é indicada para mordeduras por animais silvestres (como macacos), animais domésticos com comportamento suspeito ou desconhecidos, e em casos de contato com morcegos. Inclui a administração de soro e vacina antirrábicos.
Mordeduras em mãos são graves devido à rica inervação, vascularização e proximidade de estruturas tendíneas e ósseas, aumentando o risco de infecção e sequelas funcionais. A conduta inclui limpeza rigorosa, profilaxia antirrábica e antitetânica, e geralmente não se realiza sutura primária.
A sutura primária é contraindicada em feridas por mordedura com alto risco de infecção, como as localizadas em mãos, pés, face (com exceções estéticas), feridas profundas, com mais de 6-12 horas de evolução ou com sinais de infecção. A cicatrização por segunda intenção ou sutura tardia são preferíveis.
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