Profilaxia Antirrábica: Guia para Acidentes Graves

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024

Enunciado

Sobre a profilaxia antirrábica humana pós-exposição, em caso de acidente grave, assinale a alternativa ERRADA:

Alternativas

  1. A) Se for causado por cão e este for passível de observação por 10 dias e sem sinais sugestivos de raiva no momento, deve-se lavar o ferimento com água e sabão não sendo necessário utilizar vacina, soro ou imunoglobulina antirrábicos.
  2. B) Se o acidente for causado por cão, se for passível de observação por 10 dias e sem sinais sugestivos de raiva no momento, deve-se lavar o ferimento com água e sabão e iniciar profilaxia com vacina antirrabica (dias 0, 3, 7 e 14).
  3. C) Se o acidente for causado por mamífero doméstico de interesse econômico (bovídeos, equídeos, caprinos, suínos e ovinos), deve-se lavar o ferimento com água e sabão e iniciar profilaxia com vacina e soro ou imunoglobulina -antirrábicos.
  4. D) Se o acidente for causado por morcegos ou outros mamíferos silvestres (ex: raposa, macaco, sagui), deve-se lavar o ferimento com água e sabão e iniciar profilaxia com vacina e soro ou imunoglobulina antirrábicos.

Pérola Clínica

Acidente grave por raiva: SEMPRE lavar ferimento + iniciar vacina e soro/imunoglobulina. A observação do animal pode permitir suspensão, mas não impede o início.

Resumo-Chave

Em caso de acidente grave com risco de raiva, a conduta inicial é lavar o ferimento com água e sabão e iniciar imediatamente a profilaxia completa com vacina e soro ou imunoglobulina antirrábicos. A observação do animal por 10 dias pode permitir a suspensão da vacina, mas não deve atrasar o início da profilaxia em acidentes graves.

Contexto Educacional

A profilaxia antirrábica humana pós-exposição é uma medida de saúde pública crucial para prevenir a raiva, uma doença viral fatal. Para residentes e estudantes de medicina, é imperativo conhecer as diretrizes do Ministério da Saúde para o manejo de acidentes, classificando-os corretamente e indicando a profilaxia adequada, que pode incluir vacina e/ou soro/imunoglobulina antirrábicos. A conduta inicial em qualquer acidente com risco de raiva é a lavagem exaustiva do ferimento com água e sabão, uma medida simples, mas altamente eficaz na redução da carga viral. A classificação do acidente como leve, médio ou grave, e a avaliação do animal agressor (tipo, comportamento, possibilidade de observação) são determinantes para a decisão terapêutica. Acidentes graves, como os que envolvem ferimentos profundos ou em áreas de alto risco, ou os causados por morcegos e mamíferos silvestres, exigem profilaxia completa. Em acidentes graves, a profilaxia completa com vacina e soro ou imunoglobulina antirrábicos deve ser iniciada imediatamente, mesmo que o animal agressor seja um cão ou gato passível de observação. A observação do animal por 10 dias pode permitir a suspensão da vacina se ele permanecer sadio, mas o início da profilaxia não deve ser postergado. A vacina confere imunidade ativa, enquanto o soro/imunoglobulina oferece imunidade passiva imediata, essencial para proteger o paciente no período de incubação da vacina.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar um acidente como 'grave' na profilaxia antirrábica?

Um acidente é considerado grave quando há ferimentos profundos, múltiplos ou extensos, em áreas altamente inervadas (cabeça, pescoço, face, mãos, pés), ou quando há lambedura de mucosas ou ferimentos. Acidentes por morcegos ou animais silvestres são sempre considerados graves.

Por que é importante lavar o ferimento com água e sabão imediatamente após a exposição?

A lavagem imediata e abundante do ferimento com água e sabão é uma medida crucial, pois ajuda a remover o vírus da raiva do local da lesão, reduzindo significativamente a carga viral e o risco de infecção. É a primeira e mais importante etapa da profilaxia.

Quando o soro ou imunoglobulina antirrábicos são indicados na profilaxia?

O soro ou a imunoglobulina antirrábicos são indicados em todos os acidentes graves, independentemente do tipo de animal, e em acidentes leves/médios causados por animais silvestres ou não passíveis de observação. Eles fornecem imunidade passiva imediata, agindo como uma 'ponte' até que a vacina induza a produção de anticorpos.

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