HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020
Criança, 7 anos de idade, levada para atendimento médico com história de, há cerca de 2 horas, ter sofrido mordida de cachorro no braço D. Ao exame físico, observou-se ferimento único e superficial, sem sangramento ativo, no braço direito. Conforme relato da mãe, tratava-se de cachorro conhecido. Foi realizada limpeza e lavagem da ferida. A conduta a seguir deve ser:
Mordedura por cão conhecido e sadio → Observação do animal por 10 dias.
Em casos de mordedura por cão conhecido e com comportamento normal (sadio), a conduta inicial é a observação do animal por 10 dias. Se o animal permanecer sadio nesse período, não há risco de transmissão da raiva, e a profilaxia antirrábica para a pessoa não é necessária.
A raiva é uma zoonose viral grave, quase sempre fatal, transmitida principalmente pela saliva de animais infectados através de mordeduras. A conduta após uma mordedura de animal é uma questão crucial na emergência e na atenção primária, visando prevenir a doença humana. A decisão de iniciar a profilaxia antirrábica (vacina e/ou soro) depende de vários fatores, incluindo o tipo de animal, o status de vacinação do animal, se o animal é conhecido e seu comportamento. No caso de mordedura por um cão conhecido e que se apresenta sadio, a conduta recomendada é a observação do animal por 10 dias. Durante esse período, se o animal desenvolver sinais de raiva, ele morrerá em menos de 10 dias. Se o cão permanecer vivo e sadio ao final dos 10 dias, significa que ele não estava transmitindo o vírus da raiva no momento da mordedura, e a profilaxia antirrábica para a pessoa mordida não é necessária. A limpeza e lavagem da ferida são sempre as primeiras medidas a serem tomadas. É um erro comum iniciar a vacinação ou soroterapia antirrábica imediatamente em todos os casos de mordedura. A profilaxia é indicada para animais desconhecidos, selvagens, com suspeita de raiva, ou quando o animal agressor desaparece ou morre antes do período de observação. A vacinação do animal agressor é importante para a saúde pública, mas não exclui a necessidade de observação em caso de mordedura, pois mesmo animais vacinados podem, em raras ocasiões, transmitir a doença se a vacina não for eficaz ou se a exposição for muito recente.
A profilaxia é indicada se o animal for desconhecido, selvagem, com sinais de raiva, ou se morrer/desaparecer durante o período de observação.
O período de observação é de 10 dias. Se o animal permanecer sadio e vivo após esse período, não há risco de transmissão da raiva.
A limpeza e lavagem abundante da ferida com água e sabão é a primeira e mais importante medida, seguida de antissepsia. Isso reduz significativamente o risco de infecção, incluindo a raiva.
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