INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015
Criança, 6 anos de idade, chega ao pronto-socorro, com história de ter sido mordida por um cão de propriedade dos vizinhos. Apresentava lesão profunda no pescoço. A criança nuca havia recebido profilaxia anti-rábica e as informações dão conta que o cão encontra-se em boas condições de saúde. Frente a esta situação, a conduta médica inicial deve ser observação do animal e:
Mordedura grave por cão sadio observado: vacina antirrábica (esquema reduzido).
Em casos de mordedura por animal doméstico (cão ou gato) clinicamente sadio e observável por 10 dias, a profilaxia antirrábica para o paciente depende da gravidade da lesão. Para lesões graves (profundas, na face, pescoço, mãos, pés, genitais), mesmo com animal sadio, recomenda-se vacinação, mas sem soro. O esquema de 3 doses é o preconizado para essa situação.
A raiva é uma zoonose viral de alta letalidade, transmitida principalmente pela saliva de animais infectados através de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras de mucosas. A profilaxia pós-exposição é crucial para prevenir a doença em humanos. A conduta após uma mordedura de animal é determinada pela espécie do animal, tipo de exposição e condição do animal. Em casos de mordedura por cães ou gatos, a observação do animal por 10 dias é fundamental. Se o animal permanecer sadio nesse período, é improvável que estivesse transmitindo o vírus no momento da mordedura. No entanto, para lesões consideradas graves (profundas, múltiplas, na cabeça, pescoço, face, mãos, pés, polpas digitais ou genitais), mesmo por animal sadio e observável, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação antirrábica. O esquema reduzido de 3 doses (dias 0, 7 e 21 ou 28) é o padrão para essa situação, sem a necessidade de soro, pois o risco é baixo, mas não nulo. A lavagem imediata e abundante da ferida com água e sabão é a primeira e mais importante medida.
A conduta inicial inclui a lavagem exaustiva da ferida com água e sabão, observação do animal por 10 dias e início da vacinação antirrábica com esquema de 3 doses (dias 0, 7 e 21 ou 28).
O soro antirrábico é indicado para lesões graves por animais suspeitos de raiva, silvestres, desconhecidos ou que não podem ser observados, e também para reexposição em pessoas não vacinadas previamente.
Lesões graves, especialmente na cabeça, pescoço, mãos e pés, têm maior risco de transmissão e progressão rápida da doença. A vacinação é uma medida de precaução, mesmo com animal sadio, para garantir a proteção caso a observação falhe ou o animal desenvolva sintomas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo