ENARE/ENAMED — Prova 2021
Uma paciente jovem com câncer de colo uterino será submetida a uma histerectomia radical videolaroscópica. Qual seria a profilaxia antimicrobiana mais recomendada?
Histerectomia radical → Cefazolina EV na indução anestésica é a profilaxia antimicrobiana de escolha.
Para a maioria das histerectomias, incluindo a radical, a profilaxia antimicrobiana de escolha é uma cefalosporina de primeira ou segunda geração, como a Cefazolina, administrada na indução anestésica. Ela oferece cobertura adequada contra bactérias Gram-positivas da pele e algumas Gram-negativas, que são os principais patógenos em infecções de sítio cirúrgico ginecológico. A adição de Metronidazol é considerada em casos de maior risco de contaminação anaeróbia ou envolvimento intestinal.
A profilaxia antimicrobiana em cirurgias é uma medida crucial para reduzir o risco de infecções de sítio cirúrgico (ISC), que representam uma importante causa de morbidade e mortalidade pós-operatória. Para procedimentos como a histerectomia radical videolaparoscópica para câncer de colo uterino, que é classificada como cirurgia limpa-contaminada, a escolha do antibiótico e o momento de sua administração são fundamentais. As diretrizes atuais recomendam o uso de uma cefalosporina de primeira ou segunda geração, como a Cefazolina, devido ao seu espectro de ação eficaz contra os patógenos mais comuns da pele e do trato geniturinário (principalmente Staphylococcus aureus e algumas enterobactérias). A administração da Cefazolina deve ocorrer na indução anestésica, cerca de 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica, para que o antibiótico atinja concentrações teciduais adequadas no momento da contaminação potencial. A dose usual é de 1 a 2g endovenosa, podendo ser repetida em cirurgias prolongadas (geralmente a cada 3-4 horas) ou em pacientes com perda sanguínea significativa. A adição de Metronidazol, que cobre bactérias anaeróbias, é geralmente reservada para procedimentos com maior risco de contaminação por flora intestinal, o que pode ocorrer em histerectomias mais complexas ou com envolvimento de estruturas adjacentes. Para residentes, é essencial memorizar que a Cefazolina é a escolha padrão para a maioria das cirurgias ginecológicas e abdominais de risco moderado. Evitar antibióticos de amplo espectro desnecessariamente é uma prática importante para prevenir o desenvolvimento de resistência antimicrobiana. A compreensão do momento correto da administração e do espectro de ação do antibiótico escolhido é um conhecimento prático indispensável para a segurança do paciente cirúrgico.
A Cefazolina (1-2g endovenosa) é o antibiótico de escolha para profilaxia em histerectomia radical, administrada na indução anestésica. Ela cobre os principais patógenos Gram-positivos e alguns Gram-negativos envolvidos em infecções de sítio cirúrgico ginecológico.
O Metronidazol é adicionado quando há um risco aumentado de contaminação por anaeróbios, como em cirurgias com manipulação intestinal significativa, ou em pacientes com histórico de infecções pélvicas prévias que sugiram flora anaeróbia.
O antibiótico profilático deve ser administrado na indução anestésica, idealmente 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica, para garantir que os níveis teciduais do antibiótico sejam terapêuticos no momento da incisão e durante todo o procedimento.
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