Profilaxia Cirúrgica em Histerectomia: Guia de Antibióticos

Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente do sexo feminino, 64 anos, portadora de fibromas uterinos, será submetida a histerectomia total eletiva. Sobre profilaxia antimicrobiana cirúrgica, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Em histerectomias, não há indicação de antibioticoprofilaxia.
  2. B) A administração de antibiótico profilático deve ocorrer até 24 horas após o término da cirurgia.
  3. C) O uso de vancomicina é obrigatório em todas as cirurgias ginecológicas.
  4. D) A antibioticoprofilaxia geralmente emprega cefalosporinas de primeira geração, administradas 30 minutos antes da incisão.

Pérola Clínica

Histerectomia (cirurgia limpa-contaminada) → Cefazolina 30-60 min antes da incisão.

Resumo-Chave

A profilaxia antimicrobiana cirúrgica visa atingir níveis séricos e teciduais do antibiótico acima da CIM para os patógenos prováveis no momento da incisão. Cefalosporinas de primeira geração, como a cefazolina, são eficazes contra a flora cutânea e vaginal comum.

Contexto Educacional

A profilaxia antimicrobiana cirúrgica é uma intervenção fundamental para reduzir a incidência de Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC), uma das principais causas de morbidade pós-operatória. Em procedimentos como a histerectomia, classificada como cirurgia limpa-contaminada devido à entrada na cavidade vaginal, o risco de contaminação bacteriana justifica o uso de antibióticos profiláticos. A escolha do agente e o momento da administração são cruciais para a eficácia. O objetivo é garantir que a concentração do antibiótico no tecido seja bactericida no momento da incisão e durante todo o procedimento. A cefazolina é o fármaco de primeira linha por cobrir os patógenos mais prováveis e ter um perfil de segurança favorável. A administração deve ocorrer entre 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica para garantir o pico sérico e tecidual adequado. O manejo correto da profilaxia envolve não apenas a escolha e o tempo, mas também a dose ajustada ao peso e a necessidade de redosagem em cirurgias prolongadas ou em casos de sangramento significativo. A profilaxia geralmente não deve ser estendida por mais de 24 horas após o término da cirurgia, pois isso não demonstra benefício adicional e aumenta o risco de resistência bacteriana.

Perguntas Frequentes

Por que a cefazolina é o antibiótico de escolha para profilaxia em histerectomia?

A cefazolina, uma cefalosporina de primeira geração, é escolhida por seu espectro de ação adequado contra os patógenos mais comuns da pele e vagina (Staphylococcus, Streptococcus, alguns gram-negativos), meia-vida favorável e baixo custo.

Quando se deve usar vancomicina na profilaxia cirúrgica ginecológica?

A vancomicina é reservada para pacientes com alergia grave a beta-lactâmicos (ex: anafilaxia) ou em cirurgias com alto risco de infecção por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), como em pacientes colonizados ou em instituições com alta prevalência.

Qual a principal complicação evitada com a antibioticoprofilaxia correta?

A principal complicação é a Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC), que pode ser superficial, profunda ou de órgão/espaço. A profilaxia adequada reduz significativamente a incidência de ISC, diminuindo a morbidade, tempo de internação e custos.

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