Profilaxia ITU Pediátrica: Indicações e Manejo Essencial

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021

Enunciado

Com relação à profilaxia antibiótica para infecção do trato urinário em crianças, podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) É indicada durante a investigação do trato urinário após o terceiro episódio de ITU.
  2. B) É indicada quando há diagnóstico de anomalias obstrutivas do trato urinário até a realização da correção cirúrgica.
  3. C) É indicada na presença de refluxo vesicoureteral (RVU) de graus I a V.
  4. D) A criança deve ser mantida em profilaxia com altas doses de antibiótico ou quimioterápico.
  5. E) É indicada nas crianças que apresentem recidivas frequentes da ITU, apenas com estudo morfofuncional do trato urinário alterado. 

Pérola Clínica

Profilaxia ATB ITU pediátrica → anomalias obstrutivas até correção ou RVU alto grau sintomático.

Resumo-Chave

A profilaxia antibiótica contínua para ITU em crianças é reservada para situações de alto risco, como anomalias obstrutivas do trato urinário aguardando correção cirúrgica, ou refluxo vesicoureteral de alto grau com ITUs febris recorrentes, visando prevenir lesão renal. Não é universalmente indicada para todos os graus de RVU ou após poucos episódios de ITU sem fator de risco.

Contexto Educacional

A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, e sua recorrência pode levar a lesão renal permanente. A profilaxia antibiótica contínua visa prevenir novos episódios de ITU, especialmente as febris, que são as mais associadas a dano renal. A decisão de iniciar a profilaxia é complexa e deve considerar o risco-benefício individual, evitando o uso indiscriminado de antibióticos. A fisiopatologia da ITU em crianças frequentemente envolve fatores anatômicos ou funcionais que predispõem à estase urinária ou ao refluxo, como o refluxo vesicoureteral (RVU) e as anomalias obstrutivas. O diagnóstico dessas condições é feito por exames de imagem como ultrassonografia renal e vesical, uretrocistografia miccional e cintilografia renal. A profilaxia é mais eficaz em grupos de alto risco, onde a probabilidade de ITU febril e dano renal é maior. O tratamento profilático geralmente envolve baixas doses de antibióticos por períodos prolongados. É crucial monitorar a adesão, a ocorrência de ITUs de breakthrough e os efeitos adversos. A profilaxia é descontinuada após a correção da anomalia obstrutiva ou quando o risco de ITU febril e dano renal diminui, como na resolução espontânea do RVU ou com o crescimento da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para profilaxia antibiótica em crianças com ITU?

As principais indicações incluem anomalias obstrutivas do trato urinário aguardando correção cirúrgica e refluxo vesicoureteral de alto grau (graus III-V) associado a infecções urinárias febris recorrentes, especialmente em crianças pequenas.

Por que a profilaxia antibiótica não é indicada para todos os graus de refluxo vesicoureteral?

A profilaxia não é universal para todos os graus de RVU devido ao risco de desenvolvimento de resistência bacteriana e efeitos adversos dos antibióticos. Estudos mostram que para RVU de baixo grau, a vigilância e o tratamento de ITUs sintomáticas podem ser suficientes.

Qual o objetivo da profilaxia antibiótica em crianças com anomalias obstrutivas do trato urinário?

O objetivo é prevenir infecções urinárias, especialmente pielonefrites, que podem levar a cicatrizes renais e disfunção renal a longo prazo, enquanto se aguarda a correção cirúrgica da anomalia obstrutiva.

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