HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024
Para a indicação da profilaxia antibiótica em cirurgia, a correta associação entre o sítio cirúrgico abordado e a flora bacteriana usualmente mais infectante é:
Profilaxia cirúrgica visa cobrir a flora esperada do sítio operatório para reduzir infecção.
A profilaxia antibiótica cirúrgica deve ser direcionada para os microrganismos mais prováveis de causar infecção no sítio operatório. Em cirurgias ginecológicas, a flora é polimicrobiana, incluindo Gram-positivos (pele), Gram-negativos (intestino) e anaeróbios (vagina/intestino), exigindo um espectro amplo.
A profilaxia antibiótica cirúrgica é uma medida fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), que representam uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia. A escolha do antibiótico profilático deve ser guiada pelo conhecimento da flora bacteriana esperada no sítio operatório, visando cobrir os microrganismos mais prováveis de causar infecção. Para cirurgias no trato ginecológico, a flora bacteriana é complexa e polimicrobiana. Inclui bactérias Gram-positivas da pele (como Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis), bacilos Gram-negativos entéricos (como Escherichia coli) e, crucialmente, bactérias anaeróbias (como Bacteroides fragilis e Clostridium spp.) que são abundantes na vagina e no intestino. Portanto, a profilaxia deve oferecer cobertura para todos esses grupos, geralmente com cefalosporinas de segunda geração (como cefoxitina ou cefotetana) ou combinações que incluam metronidazol. Outros exemplos incluem: cirurgias do trato urinário, onde predominam bacilos Gram-negativos entéricos; cirurgias gastrointestinais, que exigem cobertura para Gram-negativos e anaeróbios; e cirurgias com implantes, onde Gram-positivos da pele são a principal preocupação. A administração correta (dose, tempo e duração) é tão importante quanto a escolha do antibiótico para garantir a eficácia da profilaxia e minimizar o risco de resistência antimicrobiana.
O principal objetivo é reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC) ao atingir concentrações teciduais adequadas do antibiótico no momento da incisão e durante o período de maior risco de contaminação.
O trato ginecológico é adjacente ao trato gastrointestinal e possui flora vaginal própria. Isso resulta em uma flora polimicrobiana que pode incluir bactérias da pele (Gram-positivos), do intestino (Gram-negativos) e da vagina/intestino (anaeróbios), exigindo um antibiótico de amplo espectro.
O antibiótico deve ser administrado na dose correta, por via intravenosa, 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica. A duração da profilaxia deve ser curta, geralmente uma dose única, para evitar resistência e efeitos adversos.
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