Profilaxia Antibiótica em Cirurgia Colorretal: Guia Essencial

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

Um homem de 56 anos, com diabetes tipo 2 controlado, será submetido a uma cirurgia colorretal eletiva devido a um adenocarcinoma no cólon sigmoide. O preparo intestinal foi realizado com laxantes orais, e o paciente está em jejum adequado. A cirurgia é classificada como potencialmente contaminada devido ao risco de exposição à flora intestinal. Qual é o esquema antibiótico profilático mais apropriado para este paciente?

Alternativas

  1. A) Amoxicilina-clavulanato administrada no pós-operatório imediato.
  2. B) Ceftriaxona associada a metronidazol administrada antes da incisão cirúrgica.
  3. C) Cefazolina isolada administrada uma hora antes da incisão cirúrgica.
  4. D) Ciprofloxacino e metronidazol iniciados no pré-operatório e continuados por 48 horas no pós-operatório.

Pérola Clínica

Cirurgia colorretal (potencialmente contaminada) → Profilaxia ATB: Ceftriaxona + Metronidazol pré-incisão.

Resumo-Chave

Para cirurgias colorretais, classificadas como potencialmente contaminadas, a profilaxia antibiótica deve cobrir bactérias gram-negativas e anaeróbias. A combinação de uma cefalosporina de segunda ou terceira geração (como Ceftriaxona) com Metronidazol é a escolha ideal, administrada antes da incisão cirúrgica para garantir níveis teciduais adequados.

Contexto Educacional

A profilaxia antibiótica cirúrgica é uma medida crucial para prevenir infecções do sítio cirúrgico (ISC), especialmente em procedimentos classificados como potencialmente contaminados, como a cirurgia colorretal. O objetivo é atingir concentrações teciduais adequadas do antibiótico no momento da incisão cirúrgica, cobrindo os patógenos mais prováveis de causar infecção. Para cirurgias colorretais, a flora intestinal é rica em bactérias gram-negativas entéricas e anaeróbias. Portanto, o esquema antibiótico profilático deve ter um espectro que cubra ambos os grupos. A combinação de uma cefalosporina de segunda ou terceira geração (como cefoxitina ou ceftriaxona, respectivamente) com metronidazol é amplamente recomendada. A cefoxitina tem boa cobertura para anaeróbios e gram-negativos, enquanto a ceftriaxona, embora com menor cobertura anaeróbia intrínseca, quando combinada com metronidazol, oferece um excelente espectro. A administração deve ocorrer dentro de 60 minutos antes da incisão cirúrgica (ou 120 minutos para vancomicina ou fluoroquinolonas) e, em geral, não deve ser prolongada por mais de 24 horas no pós-operatório, a menos que haja indicação terapêutica. A opção B (Ceftriaxona associada a metronidazol administrada antes da incisão cirúrgica) é a mais apropriada, pois oferece cobertura adequada para gram-negativos e anaeróbios no momento correto.

Perguntas Frequentes

Qual o objetivo da profilaxia antibiótica em cirurgias colorretais?

O objetivo é reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico, que é elevado devido à exposição à flora intestinal. A profilaxia visa cobrir as bactérias mais comuns presentes no cólon.

Quais classes de bactérias devem ser cobertas na profilaxia para cirurgia colorretal?

A profilaxia deve cobrir bactérias gram-negativas entéricas (como E. coli) e bactérias anaeróbias (como Bacteroides fragilis), que são predominantes na flora intestinal.

Por que a combinação de Ceftriaxona e Metronidazol é recomendada para cirurgia colorretal?

Ceftriaxona (ou outra cefalosporina de 2ª/3ª geração) cobre bem os gram-negativos, enquanto o Metronidazol é altamente eficaz contra anaeróbios, fornecendo uma cobertura de amplo espectro essencial para este tipo de cirurgia.

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