FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
A profilaxia antibiótica adequada em cirurgia exige conhecimento do grupo dos patógenos mais comumente encontrados durante o ato operatório. Sobre a classificação das feridas operatórias e a profilaxia antibiótica, assinale a alternativa correta.
Profilaxia ATB em histerectomia: Cefoxitina, Cefazolina ou Ampicilina-Sulbactam cobrem patógenos comuns.
A escolha do antibiótico para profilaxia cirúrgica depende do tipo de cirurgia e dos patógenos mais prováveis. Para cirurgias ginecológicas/obstétricas, que envolvem risco de contaminação por flora vaginal e intestinal, antibióticos com espectro para gram-negativos e anaeróbios são preferidos, como os listados na alternativa correta.
A profilaxia antibiótica cirúrgica é uma medida fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e custosas em cirurgia. A escolha do antibiótico, o momento da administração e a duração são cruciais para sua eficácia. A classificação das feridas operatórias (limpas, limpas-contaminadas, contaminadas, sujas) orienta a necessidade e o tipo de profilaxia. A fisiopatologia da ISC envolve a contaminação bacteriana do sítio cirúrgico durante o procedimento, seguida pela proliferação desses microrganismos. A profilaxia visa atingir níveis teciduais adequados do antibiótico no momento da incisão e mantê-los durante o período de maior risco de contaminação. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais prováveis para o tipo de cirurgia, com o menor espectro possível para evitar resistência. Para cirurgias ginecológicas e obstétricas, como histerectomias, a flora vaginal e intestinal são as principais fontes de patógenos. Portanto, antibióticos que cobrem bactérias gram-positivas, gram-negativas e anaeróbias são indicados. Cefoxitina e ampicilina-sulbactam são excelentes opções devido ao seu espectro, enquanto a cefazolina também é amplamente utilizada, por vezes com metronidazol para ampliar a cobertura anaeróbia. A profilaxia deve ser de curta duração, geralmente uma dose única, para maximizar o benefício e minimizar os riscos.
A profilaxia antibiótica é indicada para cirurgias limpas-contaminadas, contaminadas e sujas, e em algumas cirurgias limpas com implante de prótese ou alto risco de infecção. O objetivo é reduzir a incidência de infecção do sítio cirúrgico.
A duração ideal da profilaxia antibiótica é geralmente uma dose única administrada 30-60 minutos antes da incisão cirúrgica. Em cirurgias mais longas ou com grande perda sanguínea, doses adicionais podem ser necessárias, mas a profilaxia não deve exceder 24 horas.
Para histerectomias, os antibióticos de escolha incluem cefazolina (com cobertura para gram-positivos e alguns gram-negativos), cefoxitina ou ampicilina-sulbactam (com melhor cobertura para anaeróbios e gram-negativos), devido à flora polimicrobiana envolvida.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo