UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
A profilaxia antibiótica mais adequada para pacientes submetidos à gastrectomia subtotal e reconstrução do trânsito com gastro-jejunostomia em Y de Roux, é:
Gastrectomia subtotal (cirurgia limpa-contaminada) → profilaxia com cefalosporina de 1ª geração.
A gastrectomia subtotal com gastro-jejunostomia é classificada como cirurgia limpa-contaminada, devido à abertura do trato gastrointestinal. A profilaxia antibiótica visa cobrir a flora bacteriana esperada, principalmente Gram-positivos da pele e Gram-negativos entéricos. Cefalosporinas de 1ª geração (como cefazolina) são a escolha padrão para cobrir esses patógenos.
A profilaxia antibiótica cirúrgica é uma medida fundamental para reduzir a incidência de infecções de sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia. A escolha do antibiótico e o momento de sua administração são cruciais para sua eficácia. Cirurgias como a gastrectomia subtotal com gastro-jejunostomia envolvem a abertura do trato gastrointestinal, classificando-as como cirurgias limpas-contaminadas. A fisiopatologia da ISC em cirurgias abdominais está relacionada à contaminação do campo cirúrgico pela flora bacteriana endógena do paciente. No caso da gastrectomia, os patógenos mais relevantes são os cocos Gram-positivos da pele e, em menor grau, bacilos Gram-negativos entéricos. A profilaxia visa atingir níveis teciduais adequados do antibiótico no momento da incisão e durante o período crítico de contaminação. Para cirurgias limpas-contaminadas do trato gastrointestinal superior, as diretrizes geralmente recomendam cefalosporinas de 1ª geração, como a cefazolina. Este antibiótico oferece cobertura adequada contra os principais patógenos envolvidos, com baixo custo e bom perfil de segurança. A administração deve ocorrer dentro de 60 minutos antes da incisão cirúrgica, e a duração da profilaxia não deve exceder 24 horas, para evitar o desenvolvimento de resistência bacteriana.
Uma gastrectomia subtotal com abertura do trato gastrointestinal é classificada como cirurgia limpa-contaminada. Isso ocorre porque há contato com a flora bacteriana normal do trato digestório, mas sob condições controladas.
A cefalosporina de 1ª geração, como a cefazolina, é eficaz contra a maioria dos cocos Gram-positivos (como Staphylococcus aureus) presentes na pele e alguns Gram-negativos entéricos, que são os principais patógenos envolvidos em infecções de sítio cirúrgico em procedimentos limpos-contaminados do trato gastrointestinal superior.
Os princípios incluem a administração do antibiótico na dose correta e no momento certo (geralmente 30-60 minutos antes da incisão), escolha de um agente com espectro adequado para a flora esperada no sítio cirúrgico, e duração limitada (geralmente uma única dose ou até 24 horas pós-operatório).
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