UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Qual dos procedimentos abaixo NÃO indica o uso de antibioticoterapia?
Profilaxia ATB cirúrgica → essencial para cirurgias contaminadas/potencialmente contaminadas, não para cirurgias limpas.
A decisão de usar antibioticoterapia profilática em cirurgia baseia-se na classificação da ferida cirúrgica. Cirurgias limpas, como a para refluxo gastroesofágico, geralmente não a exigem. Contudo, procedimentos com risco de contaminação, como cirurgias hepatobiliares, laringectomias, apendicectomias e trauma abdominal penetrante, *sempre* indicam profilaxia.
A profilaxia antibiótica cirúrgica é uma medida fundamental para reduzir a incidência de infecções de sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia. Sua indicação é baseada na classificação da ferida cirúrgica (limpa, potencialmente contaminada, contaminada e infectada), no tipo de procedimento e em fatores de risco do paciente. Cirurgias limpas, como a cirurgia para refluxo gastroesofágico, geralmente não requerem profilaxia, pois não há abertura de vísceras ocas e o risco de contaminação é mínimo. Por outro lado, procedimentos que envolvem a abertura de órgãos ocos (trato gastrointestinal, respiratório, geniturinário) são considerados potencialmente contaminados ou contaminados e, portanto, exigem profilaxia antibiótica. Exemplos incluem cirurgias hepatobiliares, laringectomias e apendicectomias. A escolha do antibiótico e o tempo de administração são cruciais para a eficácia da profilaxia. É importante ressaltar que cirurgias de trauma abdominal penetrante, devido à alta probabilidade de lesão de vísceras ocas e contaminação peritoneal, *sempre* indicam o uso de antibioticoterapia. A ausência de antibioticoterapia nesse cenário aumentaria drasticamente o risco de peritonite e sepse. A compreensão correta das indicações de profilaxia antibiótica é essencial para a prática segura e eficaz da cirurgia, visando a melhor recuperação do paciente e a prevenção de complicações infecciosas.
A indicação depende da classificação da ferida cirúrgica (limpa, potencialmente contaminada, contaminada, infectada), do tipo de procedimento, da presença de implantes e de fatores de risco do paciente, como imunossupressão ou diabetes.
Por ser classificada como uma cirurgia limpa, sem violação de órgãos ocos contaminados e com baixo risco de infecção, a profilaxia antibiótica não é rotineiramente indicada, a menos que o paciente apresente fatores de risco adicionais.
Sim, a cirurgia de trauma abdominal penetrante *sempre* exige antibioticoterapia, pois há alto risco de contaminação da cavidade peritoneal por conteúdo intestinal, classificando-a como cirurgia contaminada ou infectada, dependendo do grau de lesão e tempo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo