Profilaxia Antibiótica Cirúrgica: Indicações Essenciais

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023

Enunciado

Qual dos procedimentos abaixo NÃO indica o uso de antibioticoterapia?

Alternativas

  1. A) Cirurgia hepatobiliar.
  2. B) Cirurgia para refluxo gastroesofágico.
  3. C) Laringectomia.
  4. D) Apendicectomia.
  5. E) Cirurgia de trauma abdominal penetrante.

Pérola Clínica

Profilaxia ATB cirúrgica → essencial para cirurgias contaminadas/potencialmente contaminadas, não para cirurgias limpas.

Resumo-Chave

A decisão de usar antibioticoterapia profilática em cirurgia baseia-se na classificação da ferida cirúrgica. Cirurgias limpas, como a para refluxo gastroesofágico, geralmente não a exigem. Contudo, procedimentos com risco de contaminação, como cirurgias hepatobiliares, laringectomias, apendicectomias e trauma abdominal penetrante, *sempre* indicam profilaxia.

Contexto Educacional

A profilaxia antibiótica cirúrgica é uma medida fundamental para reduzir a incidência de infecções de sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia. Sua indicação é baseada na classificação da ferida cirúrgica (limpa, potencialmente contaminada, contaminada e infectada), no tipo de procedimento e em fatores de risco do paciente. Cirurgias limpas, como a cirurgia para refluxo gastroesofágico, geralmente não requerem profilaxia, pois não há abertura de vísceras ocas e o risco de contaminação é mínimo. Por outro lado, procedimentos que envolvem a abertura de órgãos ocos (trato gastrointestinal, respiratório, geniturinário) são considerados potencialmente contaminados ou contaminados e, portanto, exigem profilaxia antibiótica. Exemplos incluem cirurgias hepatobiliares, laringectomias e apendicectomias. A escolha do antibiótico e o tempo de administração são cruciais para a eficácia da profilaxia. É importante ressaltar que cirurgias de trauma abdominal penetrante, devido à alta probabilidade de lesão de vísceras ocas e contaminação peritoneal, *sempre* indicam o uso de antibioticoterapia. A ausência de antibioticoterapia nesse cenário aumentaria drasticamente o risco de peritonite e sepse. A compreensão correta das indicações de profilaxia antibiótica é essencial para a prática segura e eficaz da cirurgia, visando a melhor recuperação do paciente e a prevenção de complicações infecciosas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para indicação de profilaxia antibiótica em cirurgia?

A indicação depende da classificação da ferida cirúrgica (limpa, potencialmente contaminada, contaminada, infectada), do tipo de procedimento, da presença de implantes e de fatores de risco do paciente, como imunossupressão ou diabetes.

Por que a cirurgia para refluxo gastroesofágico geralmente não requer antibióticos?

Por ser classificada como uma cirurgia limpa, sem violação de órgãos ocos contaminados e com baixo risco de infecção, a profilaxia antibiótica não é rotineiramente indicada, a menos que o paciente apresente fatores de risco adicionais.

A cirurgia de trauma abdominal penetrante exige antibioticoterapia?

Sim, a cirurgia de trauma abdominal penetrante *sempre* exige antibioticoterapia, pois há alto risco de contaminação da cavidade peritoneal por conteúdo intestinal, classificando-a como cirurgia contaminada ou infectada, dependendo do grau de lesão e tempo.

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