ENARE/ENAMED — Prova 2022
Em uma cirurgia colorretal, durante o procedimento, o cirurgião deve estar atento e fazer qual das seguintes recomendações ao colega anestesista?
Cirurgia colorretal → Profilaxia ATB = Cefazolina + Metronidazol na indução anestésica, com repetição em 3-4h.
A profilaxia antibiótica em cirurgias colorretais, consideradas contaminadas ou potencialmente contaminadas, deve cobrir bactérias gram-positivas, gram-negativas e anaeróbios. A combinação de cefazolina (para gram-positivos e alguns gram-negativos) e metronidazol (para anaeróbios) administrada na indução anestésica, com doses repetidas conforme a meia-vida do fármaco e duração da cirurgia, é a escolha padrão.
A profilaxia antibiótica em cirurgias é uma medida crucial para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), uma das complicações mais comuns e onerosas em procedimentos cirúrgicos. Em cirurgias colorretais, que são classificadas como potencialmente contaminadas ou contaminadas devido à presença de microbiota intestinal, a profilaxia é particularmente importante. O objetivo da profilaxia é garantir que haja níveis teciduais adequados de antibióticos no momento da incisão cirúrgica e durante todo o período crítico de exposição. O esquema antibiótico deve cobrir o espectro de patógenos esperados no cólon, que incluem bactérias gram-positivas (como Staphylococcus aureus), gram-negativas entéricas (como E. coli) e, crucialmente, anaeróbios (como Bacteroides fragilis). A combinação de cefazolina (uma cefalosporina de primeira geração, eficaz contra gram-positivos e alguns gram-negativos) e metronidazol (altamente eficaz contra anaeróbios) é amplamente recomendada. A administração deve ocorrer na indução anestésica (geralmente 30-60 minutos antes da incisão) e a dose pode ser repetida se a cirurgia for prolongada (geralmente a cada 3-4 horas, dependendo da meia-vida do fármaco) ou em caso de perda sanguínea maciça. A profilaxia não deve se estender por mais de 24 horas pós-operatório na maioria dos casos.
O objetivo é reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC) ao atingir concentrações teciduais adequadas de antibióticos no momento da incisão, cobrindo os patógenos mais prováveis presentes no cólon.
A combinação mais comum e eficaz é cefazolina (para bactérias gram-positivas e algumas gram-negativas) e metronidazol (para bactérias anaeróbias), administrados na indução anestésica.
A dose deve ser repetida se a cirurgia exceder duas meias-vidas do antibiótico ou se houver perda sanguínea significativa (>1500 mL), geralmente a cada 3-4 horas para cefazolina.
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