PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Em colectomias, o esquema antibiótico profilático recomendado é o uso de cefoxitina ou cefazolina em associação a:
Profilaxia em colectomia: Cefoxitina ou Cefazolina + Metronidazol (cobertura anaeróbios).
A profilaxia antibiótica em colectomias é fundamental para prevenir infecções do sítio cirúrgico, que são comuns devido à alta carga bacteriana do cólon. A combinação de um cefalosporina de segunda geração (como cefoxitina) ou uma de primeira geração (cefazolina) com metronidazol garante cobertura para bactérias gram-positivas, gram-negativas e, crucialmente, anaeróbios.
A profilaxia antibiótica em cirurgias colorretais, como as colectomias, é uma medida fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), que representam uma das complicações mais comuns e onerosas. O cólon abriga uma vasta e complexa flora bacteriana, predominantemente anaeróbia, que pode contaminar o campo cirúrgico durante o procedimento. O esquema antibiótico profilático ideal deve cobrir tanto bactérias gram-positivas e gram-negativas quanto, crucialmente, os anaeróbios. A combinação de uma cefalosporina de segunda geração (como a cefoxitina, que já possui alguma atividade anaeróbia) ou uma cefalosporina de primeira geração (como a cefazolina) em associação com o metronidazol é amplamente recomendada. O metronidazol é um agente potente contra bactérias anaeróbias, garantindo a cobertura necessária para essa porção da flora intestinal. A administração correta da profilaxia, incluindo o tempo de início (geralmente 30-60 minutos antes da incisão cirúrgica) e a duração (geralmente uma dose única ou por no máximo 24 horas), é tão importante quanto a escolha dos antibióticos. Para residentes, o conhecimento desse esquema é indispensável para a prática cirúrgica segura e eficaz, minimizando riscos de complicações infecciosas pós-operatórias.
A profilaxia antibiótica é crucial em colectomias devido à alta carga bacteriana presente no lúmen intestinal, que aumenta significativamente o risco de infecção do sítio cirúrgico se não for adequadamente controlada.
O metronidazol é essencial por sua excelente cobertura contra bactérias anaeróbias, que são predominantes na flora intestinal e são uma causa comum de infecções pós-operatórias em cirurgias colorretais.
As opções incluem cefalosporinas de segunda geração como a cefoxitina, que possui boa cobertura para gram-positivos e alguns gram-negativos, ou cefalosporinas de primeira geração como a cefazolina, que deve ser associada a um agente com cobertura para gram-negativos e anaeróbios.
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