Profilaxia Antibiótica Cirúrgica: Guia Essencial

Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021

Enunciado

A profilaxia antibiótica adequada em cirurgia depende dos patógenos mais comumente encontrados durante o procedimento cirúrgico. O tipo de procedimento é útil na decisão do espectro de antibiótico adequado e deve ser considerado antes da prescrição ou administração de qualquer medicação pré-operatória. Sobre a profilaxia antibiótica assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Implante de prótese de longa permanência - Cirurgia Classe 1, necessita de antibioticoterapia profilática;
  2. B) Cirurgia Classificada como Classe li necessita de antibioticoterapia (Cefazolina) administrando posteriormente à incisão na pele;
  3. C) A profilaxia antibiótica perioperatória deve ser continuada, além do dia da operação, por 7 a 10 dias;
  4. D) Cirurgia Classe Ili não requer antibióticos parenterais com atividade aeróbica e anaeróbica;
  5. E) Ferida traumática com tecido desvitalizado retido, corpos estranhos, contaminação fecal são Cirurgia Classificadas como Classe Ili.

Pérola Clínica

Cirurgias com implante de prótese de longa permanência (Classe I) → sempre profilaxia antibiótica.

Resumo-Chave

A profilaxia antibiótica em cirurgias é guiada pela classificação da ferida cirúrgica e pelo risco de infecção. Cirurgias limpas com implantes, como próteses, têm maior risco de infecção grave e, portanto, necessitam de profilaxia, mesmo sendo consideradas "limpas".

Contexto Educacional

A profilaxia antibiótica cirúrgica é uma medida crucial para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), que representam uma das principais causas de morbidade e mortalidade pós-operatória. A decisão de realizar a profilaxia e a escolha do antibiótico dependem da classificação da ferida cirúrgica (limpa, potencialmente contaminada, contaminada, infectada) e do tipo de procedimento, visando cobrir os patógenos mais prováveis. A classificação das feridas cirúrgicas é fundamental: Classe I (limpa) envolve cirurgias eletivas sem inflamação ou violação de vísceras ocas; Classe II (limpa-contaminada) envolve violação controlada de vísceras ocas; Classe III (contaminada) ocorre em feridas traumáticas recentes ou com grande contaminação; e Classe IV (infectada) em feridas com infecção estabelecida. A profilaxia é geralmente indicada para cirurgias Classe II, III e IV, e também para algumas cirurgias Classe I com implantes ou alto risco de infecção. O objetivo da profilaxia é atingir níveis teciduais adequados do antibiótico no momento da incisão. A administração deve ser feita 30 a 60 minutos antes da incisão. A cefazolina é o antibiótico de escolha para a maioria dos procedimentos, devido ao seu espectro contra cocos Gram-positivos e boa penetração tecidual. É crucial que a profilaxia não seja prolongada além do dia da cirurgia, geralmente por no máximo 24 horas, para evitar resistência bacteriana e efeitos adversos.

Perguntas Frequentes

Quando a profilaxia antibiótica é indicada em cirurgias limpas?

A profilaxia antibiótica é indicada em cirurgias limpas com implantes de próteses de longa permanência, como ortopédicas ou vasculares, devido ao alto risco de infecção e suas consequências.

Qual o antibiótico de escolha para profilaxia na maioria das cirurgias?

A cefazolina é o antibiótico de escolha na maioria das cirurgias, cobrindo Staphylococcus aureus e Streptococcus, os patógenos mais comuns em infecções de sítio cirúrgico.

Por quanto tempo a profilaxia antibiótica perioperatória deve ser mantida?

A profilaxia antibiótica perioperatória deve ser administrada antes da incisão e, idealmente, descontinuada em até 24 horas após a cirurgia, não devendo ser prolongada por dias.

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