Profilaxia Antibiótica: Histerectomia Transvaginal e Cefazolina

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023

Enunciado

Uma paciente previamente saudável, ASA I, será submetida a Histerectomia eletiva por via transvaginal devido a mioma uterino. Qual a recomendação de uso de antibiótico para essa situação?

Alternativas

  1. A) Cefalexina 500mg VO de 6/6 horas por 5 dias.
  2. B) Cefalexina 500mg 6/6h se apresentar alguma infecção.
  3. C) Cefazolina 2g EV 60 min antes do início da cirurgia.
  4. D) Cefazolina 2g EV antes do início da cirurgia e de 8/8h até a alta hospitalar.

Pérola Clínica

Histerectomia transvaginal → Cefazolina 2g EV 60 min pré-incisão para profilaxia de infecção.

Resumo-Chave

A profilaxia antibiótica em cirurgias como a histerectomia transvaginal é crucial para prevenir infecções do sítio cirúrgico. A escolha do antibiótico (geralmente cefalosporina de primeira ou segunda geração) e o momento da administração (60 minutos antes da incisão) são fatores-chave para sua eficácia.

Contexto Educacional

A profilaxia antibiótica cirúrgica é uma medida fundamental para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), uma complicação que aumenta a morbidade, mortalidade e os custos hospitalares. A histerectomia, especialmente a transvaginal, é classificada como uma cirurgia limpa-contaminada, devido ao contato com a flora vaginal, o que justifica a necessidade de profilaxia. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais prováveis, e a Cefazolina é amplamente recomendada por sua eficácia, baixo custo e perfil de segurança. O sucesso da profilaxia depende de alguns princípios-chave: o antibiótico deve ser administrado no momento certo para que atinja concentrações teciduais adequadas no momento da incisão e durante o período de maior risco de contaminação (geralmente 30 a 60 minutos antes da incisão); deve ter espectro de ação apropriado para os microrganismos esperados; e a duração da profilaxia deve ser curta, geralmente uma única dose, para evitar o desenvolvimento de resistência bacteriana e efeitos adversos. Doses adicionais podem ser necessárias em cirurgias prolongadas ou com grande perda sanguínea. Para a histerectomia transvaginal, a Cefazolina 2g EV administrada 60 minutos antes do início da cirurgia é a conduta padrão. É importante que o residente compreenda não apenas qual antibiótico usar, mas também o porquê e como administrá-lo corretamente, a fim de otimizar a prevenção de infecções e garantir a segurança do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual o objetivo da profilaxia antibiótica em cirurgias como a histerectomia transvaginal?

O objetivo principal da profilaxia antibiótica é prevenir infecções do sítio cirúrgico (ISC), que são uma das complicações mais comuns e custosas da cirurgia. Ao administrar o antibiótico antes da incisão, busca-se atingir concentrações teciduais adequadas no momento da contaminação bacteriana.

Qual antibiótico é geralmente recomendado para profilaxia em histerectomia transvaginal e qual a dose?

Para histerectomia transvaginal, a Cefazolina é o antibiótico de escolha, devido ao seu espectro de ação contra bactérias Gram-positivas e algumas Gram-negativas comuns em infecções ginecológicas. A dose recomendada é de 2g por via intravenosa para pacientes com peso abaixo de 120 kg.

Qual o momento ideal para administrar o antibiótico profilático antes da cirurgia?

O momento ideal para a administração do antibiótico profilático é de 30 a 60 minutos antes do início da incisão cirúrgica. Isso garante que o antibiótico atinja níveis terapêuticos nos tecidos no momento da potencial contaminação bacteriana, maximizando sua eficácia.

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