SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023
Sobre o uso profilático de antibióticos e suas indicações, podemos afirmar, EXCETO:
Profilaxia ATB ≠ Tratamento ATB. Cirurgias infectadas exigem tratamento, não profilaxia.
A profilaxia antibiótica é usada para prevenir infecções em cirurgias limpas-contaminadas ou potencialmente contaminadas, ou em situações de alto risco (implantes, queimaduras extensas, ferimentos penetrantes). Em cirurgias já infectadas, o objetivo é o tratamento da infecção existente, não a profilaxia, e a escolha do antibiótico e duração são diferentes.
A profilaxia antibiótica em cirurgia é uma estratégia crucial para reduzir a incidência de infecções do sítio cirúrgico (ISC), que representam uma das complicações mais comuns e onerosas na prática cirúrgica. O uso racional e baseado em evidências de antibióticos profiláticos é um pilar da segurança do paciente e da prevenção da resistência antimicrobiana. O residente deve dominar as indicações precisas para evitar tanto a subutilização quanto o uso excessivo. As principais indicações para profilaxia antibiótica incluem: cirurgias com implantes ou próteses (onde a infecção pode ter consequências devastadoras), cirurgias classificadas como potencialmente contaminadas (envolvendo vísceras ocas como trato gastrointestinal, urinário ou genital, onde há flora bacteriana), ferimentos penetrantes com envolvimento de fraturas ou cavidades articulares, e em grandes queimados, devido ao alto risco de infecção sistêmica. O objetivo é ter níveis adequados de antibiótico no tecido no momento da incisão e durante o período de maior risco de contaminação. É fundamental diferenciar profilaxia de tratamento. A profilaxia é administrada antes da cirurgia (geralmente 30-60 minutos antes da incisão) e por um período curto (geralmente uma única dose ou até 24 horas pós-operatório). Em contraste, cirurgias já infectadas (ex: abscesso drenado, peritonite) exigem tratamento antibiótico terapêutico, com duração e espectro de ação diferentes, visando erradicar uma infecção já estabelecida. A alternativa C está incorreta porque em cirurgias infectadas, o que se faz é tratamento, e não profilaxia.
A profilaxia antibiótica visa prevenir o desenvolvimento de infecção em um campo cirúrgico que é limpo-contaminado ou potencialmente contaminado. O tratamento antibiótico, por sua vez, é administrado quando uma infecção já está estabelecida ou é altamente provável, como em cirurgias infectadas ou contaminadas.
A profilaxia é indicada em cirurgias com implantes ou próteses, cirurgias potencialmente contaminadas (aparelho digestivo, vias urinárias, sistema genital), ferimentos penetrantes com foco de fratura ou cavidade articular, e em grandes queimados, mesmo sem infecção secundária evidente.
Em cirurgias já infectadas, o objetivo não é prevenir, mas sim tratar uma infecção existente. Nesses casos, a escolha do antibiótico deve ser direcionada ao patógeno provável ou isolado, e a duração do tratamento é mais prolongada, configurando um tratamento terapêutico e não profilático.
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