UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
A doença hemolítica perinatal é importante causa de mortalidade fetal e neonatal e a principal causa é incompatibilidade do grupo sanguíneo Rh-antígeno D. São situações clínicas onde indicamos a profilaxia anti Rh:
Gestante Rh-negativa com parceiro Rh-positivo ou desconhecido, em situações de risco de hemorragia feto-materna (ex: abortamento), necessita de profilaxia anti-Rh.
A profilaxia anti-Rh (imunoglobulina anti-D) é indicada em gestantes Rh-negativas não sensibilizadas, em situações que podem levar à passagem de sangue fetal Rh-positivo para a circulação materna, como abortamento, gravidez ectópica, sangramento vaginal, amniocentese, ou no pós-parto de RN Rh-positivo.
A doença hemolítica perinatal (DHP) é uma condição grave que pode levar à mortalidade fetal e neonatal, sendo a incompatibilidade Rh (antígeno D) a principal causa. A profilaxia com imunoglobulina anti-D é uma medida crucial para prevenir a sensibilização materna e, consequentemente, a DHP em gestações subsequentes. A imunoglobulina anti-D age destruindo os eritrócitos fetais Rh-positivos que entram na circulação materna antes que o sistema imune da mãe possa reconhecê-los e produzir anticorpos. É fundamental que o residente saiba identificar as situações de risco para hemorragia feto-materna, como abortamento, gravidez ectópica, sangramento vaginal, trauma abdominal, procedimentos invasivos e o período pós-parto de um recém-nascido Rh-positivo. A correta indicação e administração da profilaxia anti-Rh são pilares do pré-natal de qualidade, garantindo a segurança da gestante Rh-negativa e prevenindo complicações graves para o feto. É importante lembrar que a profilaxia é contraindicada em gestantes já sensibilizadas (Coombs indireto positivo), pois nesses casos a produção de anticorpos já ocorreu.
A imunoglobulina anti-D deve ser administrada em gestantes Rh-negativas não sensibilizadas em situações de risco de hemorragia feto-materna, como abortamento, gravidez ectópica, sangramento vaginal, procedimentos invasivos (amniocentese, biópsia de vilo corial) e no pós-parto de recém-nascido Rh-positivo.
O objetivo é prevenir a sensibilização da mãe Rh-negativa ao antígeno D do feto Rh-positivo, evitando a produção de anticorpos maternos que poderiam causar doença hemolítica perinatal em gestações futuras.
Um Coombs indireto positivo indica que a gestante já está sensibilizada e possui anticorpos anti-Rh. Nesses casos, a profilaxia anti-Rh não é eficaz, e a gestação deve ser acompanhada como de alto risco para doença hemolítica fetal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo