Procedimentos Invasivos Fetais: Profilaxia Anti-D em Gestantes Rh Negativo

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

A respeito dos procedimentos invasivos realizados em medicina fetal, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A amniocentese pode ser realizada a partir da 12.a semana de gestação.
  2. B) Após procedimentos invasivos, é necessário realizar profilaxia anti-D nas gestantes RH negativo.
  3. C) A cordocentese tem taxa de perda fetal de 0,3% a 0,5%.
  4. D) A amniocentese transplacentária aumenta a taxa de perda fetal.
  5. E) A biópsia de vilo corial tem baixa taxa de perda gestacional (0,2%), contudo a taxa de moisacismo é de 10%.

Pérola Clínica

Gestante Rh negativo + procedimento invasivo fetal → Profilaxia anti-D obrigatória para prevenir aloimunização.

Resumo-Chave

Procedimentos invasivos em medicina fetal, como amniocentese, cordocentese e biópsia de vilo corial, apresentam risco de hemorragia feto-materna. Em gestantes Rh negativo, essa hemorragia pode levar à aloimunização Rh, sendo, portanto, essencial a administração de imunoglobulina anti-D como profilaxia após qualquer um desses procedimentos.

Contexto Educacional

A medicina fetal moderna oferece uma gama de procedimentos invasivos para diagnóstico e, em alguns casos, tratamento de condições fetais. Os mais comuns incluem a biópsia de vilo corial (BVC), a amniocentese e a cordocentese. Cada um desses procedimentos possui indicações específicas, riscos e um período ideal para sua realização. A biópsia de vilo corial é geralmente realizada entre 10 e 13 semanas de gestação e tem um risco de perda fetal de aproximadamente 0,5% a 1%. A amniocentese é realizada a partir da 15ª semana, com um risco de perda fetal de 0,1% a 0,3%. A cordocentese, realizada após 18-20 semanas, tem um risco de perda fetal ligeiramente maior, em torno de 1% a 2%. É crucial que esses riscos sejam discutidos com os pais. Um ponto fundamental no manejo desses procedimentos é a profilaxia da aloimunização Rh. Qualquer procedimento invasivo que possa causar uma hemorragia feto-materna (passagem de sangue fetal para a circulação materna) em uma gestante Rh negativo não sensibilizada, cujo feto possa ser Rh positivo, exige a administração de imunoglobulina anti-D. Esta medida previne a formação de anticorpos maternos que poderiam causar doença hemolítica do recém-nascido em gestações subsequentes. Portanto, a profilaxia anti-D é uma conduta obrigatória e padrão após amniocentese, cordocentese e biópsia de vilo corial em gestantes Rh negativo.

Perguntas Frequentes

Por que a profilaxia anti-D é necessária após procedimentos invasivos em gestantes Rh negativo?

A profilaxia anti-D é necessária porque procedimentos invasivos, como amniocentese ou cordocentese, podem causar pequenas hemorragias feto-maternas, expondo a mãe Rh negativo a eritrócitos fetais Rh positivo, o que pode levar à aloimunização e doença hemolítica fetal em gestações futuras.

Quais procedimentos invasivos fetais exigem profilaxia anti-D?

Todos os procedimentos invasivos que podem causar hemorragia feto-materna, como amniocentese, cordocentese e biópsia de vilo corial, exigem a administração de imunoglobulina anti-D em gestantes Rh negativo não sensibilizadas.

Quando a amniocentese pode ser realizada e qual o risco de perda fetal?

A amniocentese é geralmente realizada entre a 15ª e a 20ª semana de gestação. O risco de perda fetal associado à amniocentese é baixo, estimado em torno de 0,1% a 0,3% em centros experientes.

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