Anemia Ferropriva em Lactentes: Profilaxia e Recomendações

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019

Enunciado

Rita trouxe sua filia Fabiana, 7 meses de idade, para consulta de puericultura. Está muito preocupada com a filha e quer "fazer exame para ver se ela tem anemia". Apresenta todas as vacinas em dia, aleitamento materno exclusivo até 6 meses, crescimento e desenvolvimento adequados para a idade. Em relação à situação apresentada, assinale a opção correta, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. 

Alternativas

  1. A) Deve ser realizada a profilaxia com sulfato ferroso em xarope, na dose semanal de 25 mg de ferro elementar. 
  2. B) A palidez palmar e conjuntival são sensíveis para o diagnóstico de anemia em estágios iniciais da doença. 
  3. C) Se Fabiana apresentar sinais e sintomas de anemia ao exame físico e a doença for confirmada laboratorialmente, o tratamento deve ser instituído até a correção dos valores de hemoglobina. 
  4. D) O rastreamento para anemia através da dosagem de hemoglobina deve ser realizado quando Fabiana completar um ano de idade. 
  5. E) Está indicado dose profilática diária através do sulfato ferroso na dose de 1 mg/kg/dia de ferro elementar. 

Pérola Clínica

Lactentes > 6 meses em aleitamento materno exclusivo → profilaxia diária com 1 mg/kg/dia de ferro elementar.

Resumo-Chave

A anemia ferropriva é comum em lactentes, especialmente após os 6 meses de idade, quando as reservas de ferro diminuem e a dieta complementar pode não suprir as necessidades. O Ministério da Saúde recomenda a profilaxia com sulfato ferroso para prevenir essa condição, sendo a dose diária de 1 mg/kg/dia de ferro elementar a mais indicada para lactentes em aleitamento materno exclusivo.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando principalmente crianças pequenas e gestantes. Em lactentes, a prevalência é alta devido ao rápido crescimento, esgotamento das reservas de ferro fetais e, muitas vezes, ingestão insuficiente de ferro na dieta. A importância clínica reside nos impactos negativos no desenvolvimento neuropsicomotor, imunidade e capacidade de aprendizado da criança. A fisiopatologia envolve a inadequada ingestão, absorção ou aumento da perda de ferro, levando à diminuição da produção de hemoglobina. O diagnóstico é laboratorial (hemoglobina, VCM, ferritina), mas a profilaxia é fundamental para evitar a doença. A suspeita deve ser alta em lactentes de risco, como prematuros, baixo peso ao nascer e aqueles em aleitamento materno exclusivo após os 6 meses sem introdução adequada de alimentos ricos em ferro. O tratamento da anemia ferropriva estabelecida envolve doses terapêuticas de sulfato ferroso, geralmente 3-5 mg/kg/dia de ferro elementar, por pelo menos 3 meses após a normalização da hemoglobina para repor as reservas. A profilaxia, como no caso da questão, é a melhor estratégia preventiva. É crucial para o residente conhecer as diretrizes do Ministério da Saúde para a suplementação de ferro e o manejo da anemia em pediatria.

Perguntas Frequentes

Qual a recomendação do Ministério da Saúde para profilaxia de anemia em lactentes?

O Ministério da Saúde recomenda a profilaxia com sulfato ferroso para lactentes. Para aqueles em aleitamento materno exclusivo, a dose é de 1 mg/kg/dia de ferro elementar, iniciada a partir do 6º mês de vida.

Por que a profilaxia com ferro é importante para bebês amamentados exclusivamente?

Embora o leite materno tenha alta biodisponibilidade de ferro, suas concentrações são baixas. Após os 6 meses, as reservas de ferro do bebê, acumuladas durante a gestação, começam a se esgotar, tornando a suplementação essencial para prevenir a anemia ferropriva.

Quando o rastreamento para anemia deve ser realizado em crianças?

O rastreamento para anemia, através da dosagem de hemoglobina, é recomendado pelo Ministério da Saúde aos 6 e 12 meses de idade para todas as crianças, além de outras idades conforme fatores de risco ou sinais clínicos.

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