Anemia Ferropriva: Profilaxia em Lactentes Saudáveis

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2025

Enunciado

Pedro, 6 meses, é trazido ao consultório pediátrico para rotina de puericultura. No histórico dele constam os seguintes dados. Nasceu de parto normal, a termo, peso de nascimento 3250 g e comprimento 51 cm. Atualmente em aleitamento materno exclusivo. Na história pré e pós-natal de Pedro não foram encontrados fatores de risco em relação à anemia ferropriva. Sendo assim, considerando o paciente e seu histórico, deve-se orientar

Alternativas

  1. A) o início da profilaxia de anemia ferropriva com ferro via oral 1 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando aos 180 dias de vida até o 24° mês de vida.
  2. B) o início da profilaxia de anemia ferropriva com ferro via oral 1 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando aos 90 dias de vida até o 24° mês de vida.
  3. C) o início da profilaxia de anemia ferropriva com ferro via oral, 2 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando com 30 dias de vida, durante um ano.
  4. D) que não é necessária a profilaxia com ferro nesse caso.

Pérola Clínica

Lactente a termo, aleitamento exclusivo, sem FR: profilaxia ferro 1 mg/kg/dia dos 6 aos 24 meses.

Resumo-Chave

Para lactentes nascidos a termo, com peso adequado, em aleitamento materno exclusivo e sem fatores de risco para anemia ferropriva, a profilaxia com ferro elementar deve ser iniciada aos 6 meses (180 dias) de vida, na dose de 1 mg/kg/dia, e mantida até os 24 meses de idade. Essa é a recomendação padrão para prevenir a deficiência de ferro, que é comum nessa faixa etária.

Contexto Educacional

A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum em crianças, com alta prevalência em lactentes e pré-escolares, especialmente em países em desenvolvimento. As consequências da anemia por deficiência de ferro podem ser graves, incluindo atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento do sistema imunológico e redução da capacidade de aprendizado. A prevenção é, portanto, uma prioridade em saúde pública. A fisiopatologia da anemia ferropriva em lactentes está relacionada ao esgotamento das reservas de ferro adquiridas durante a gestação, à baixa ingestão de ferro na dieta (especialmente em aleitamento materno exclusivo após os 6 meses, quando a introdução alimentar é inadequada) e ao rápido crescimento. O diagnóstico é feito pela dosagem de hemoglobina e outros parâmetros hematimétricos, como VCM e ferritina. As diretrizes atuais recomendam a profilaxia universal com ferro para lactentes. Para nascidos a termo e com peso adequado, em aleitamento materno exclusivo, a suplementação com 1 mg de ferro elementar/kg/dia deve ser iniciada aos 6 meses de vida e mantida até os 24 meses. Em prematuros ou lactentes com baixo peso ao nascer, a profilaxia deve ser iniciada mais cedo e com doses maiores. Para residentes, é fundamental conhecer essas recomendações para uma puericultura eficaz e a prevenção de uma condição com impactos tão significativos na saúde infantil.

Perguntas Frequentes

Quando deve ser iniciada a profilaxia de anemia ferropriva em lactentes a termo e em aleitamento materno exclusivo?

A profilaxia de anemia ferropriva em lactentes nascidos a termo, com peso adequado e em aleitamento materno exclusivo, deve ser iniciada aos 6 meses (180 dias) de vida.

Qual a dose e duração da suplementação de ferro para profilaxia em lactentes?

A dose recomendada para profilaxia é de 1 mg de ferro elementar/kg/dia, e a suplementação deve ser mantida até os 24 meses de vida, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Por que a suplementação de ferro é necessária em lactentes amamentados exclusivamente?

Embora o ferro do leite materno seja altamente biodisponível, suas concentrações são baixas. As reservas de ferro do bebê, adequadas ao nascimento, começam a diminuir por volta dos 6 meses, tornando a suplementação essencial para atender às crescentes demandas de crescimento e prevenir a anemia.

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