CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011
A maior parte do humor aquoso é produzida por:
Produção do humor aquoso: 80% secreção ativa (processos ciliares) + 20% ultrafiltração/difusão.
A maior parte do humor aquoso é gerada por transporte ativo de íons (sódio e cloreto) no epitélio ciliar não pigmentado, processo que consome ATP e independe da pressão intraocular.
O humor aquoso desempenha funções vitais, como a manutenção da pressão intraocular e o fornecimento de nutrientes para estruturas avasculares (córnea e cristalino). Sua produção é constante, cerca de 2 a 2,5 microlitros por minuto, e segue um ritmo circadiano, sendo menor durante o sono. O conhecimento da secreção ativa como mecanismo predominante é fundamental para a farmacologia oftalmológica. A anidrase carbônica e a bomba de sódio-potássio são alvos terapêuticos diretos. Entender que este processo é independente da pressão arterial sistêmica (dentro de limites fisiológicos) ajuda a diferenciar a fisiologia normal de estados patológicos onde a barreira hemato-aquosa está comprometida.
A secreção ativa é o principal mecanismo de produção do humor aquoso (cerca de 80%), ocorrendo no epitélio ciliar não pigmentado através de transporte iônico mediado pela bomba Na+/K+ ATPase, consumindo energia (ATP). Já a ultrafiltração é um processo passivo que depende do gradiente de pressão entre os capilares ciliares e a câmara posterior, contribuindo com uma parcela menor da produção total.
O humor aquoso é produzido nos processos ciliares do corpo ciliar, localizados na câmara posterior do olho. O epitélio ciliar é composto por duas camadas: a pigmentada e a não pigmentada. É nesta última, a camada não pigmentada, que ocorre o transporte ativo de solutos que 'puxa' a água para formar o fluido ocular.
O glaucoma é geralmente uma doença de drenagem (escoamento) e não de superprodução. No entanto, o equilíbrio entre a produção constante (secreção ativa) e a resistência ao escoamento pelo trabeculado ou via uveoescleral determina a pressão intraocular (PIO). Medicamentos como betabloqueadores e inibidores da anidrase carbônica agem justamente reduzindo essa produção ativa para baixar a PIO.
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