IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Mulher de 23 anos com quadro de hirsutismo importante e irregularidade menstrual procura ajuda do ginecologista. Serão necessárias algumas dosagens hormonais e exames de imagem para fechar o diagnóstico. Para uma correta interpretação dos resultados, o obstetra tem que saber que os ovários são incapazes de produzir:
Ovários NÃO produzem DHEA; sua produção é primariamente adrenal.
A desidroepiandrostenediona (DHEA) é um precursor androgênico produzido principalmente pelas glândulas adrenais, e não pelos ovários. Em casos de hirsutismo e irregularidade menstrual, níveis elevados de DHEA-S (sulfato de DHEA) sugerem uma fonte adrenal de hiperandrogenismo, enquanto testosterona elevada pode indicar origem ovariana ou adrenal.
O hirsutismo e a irregularidade menstrual são queixas comuns na ginecologia, frequentemente associadas a distúrbios endócrinos como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) ou hiperplasia adrenal congênita. A correta interpretação dos exames hormonais é fundamental para o diagnóstico diferencial e manejo adequado. A compreensão da esteroidogênese ovariana e adrenal é crucial para identificar a fonte do excesso de androgênios. A esteroidogênese envolve uma série de enzimas que convertem precursores em hormônios esteroides. Os ovários são capazes de produzir testosterona, androstenediona e estradiol a partir de precursores como o colesterol. No entanto, a desidroepiandrostenediona (DHEA) e seu sulfato (DHEA-S) são produzidos predominantemente pelas glândulas adrenais, sendo marcadores importantes de hiperandrogenismo de origem adrenal. Portanto, em um quadro de hirsutismo, a dosagem de DHEA-S é essencial para descartar ou confirmar uma etiologia adrenal. Níveis elevados de testosterona podem ser de origem ovariana ou adrenal, exigindo investigação adicional. O manejo dependerá da causa subjacente, podendo incluir contraceptivos orais, antiandrogênios ou tratamento específico para condições adrenais.
Os ovários produzem principalmente estrogênios (como estradiol), progesterona e androgênios (como testosterona e androstenediona), que são cruciais para o ciclo menstrual e características sexuais secundárias.
A dosagem de DHEA-S é um bom marcador de produção adrenal, enquanto a testosterona total e livre, juntamente com a androstenediona, podem indicar hiperandrogenismo ovariano ou adrenal. Exames de imagem também auxiliam.
A DHEA, e mais especificamente seu sulfato (DHEA-S), é um precursor androgênico cuja elevação sugere uma fonte adrenal de androgênios, sendo um marcador importante na investigação etiológica do hirsutismo.
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