CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023
A conversão de androstenediona em estrona, no tecido adiposo, é a principal via de produção estrogênica:
Na menopausa, a estrona é o estrogênio predominante, produzida pela aromatização de androgênios no tecido adiposo.
Após a menopausa, os ovários cessam a produção significativa de estrogênios. A principal fonte de estrogênio circulante torna-se a estrona, que é sintetizada a partir da androstenediona (um androgênio adrenal) por meio da enzima aromatase, predominantemente no tecido adiposo e em outros tecidos periféricos.
A menopausa é um marco fisiológico na vida da mulher, caracterizado pela cessação da função ovariana e, consequentemente, pela drástica redução da produção de estrogênios pelos ovários. Contudo, o corpo feminino não para completamente de produzir estrogênios. A compreensão das vias de síntese hormonal pós-menopausa é crucial para entender a fisiologia e as patologias associadas a essa fase da vida. Após a menopausa, a principal fonte de estrogênio circulante passa a ser a estrona (E1), que é sintetizada a partir de androgênios, como a androstenediona, produzida pelas glândulas adrenais. Essa conversão é catalisada pela enzima aromatase, e o tecido adiposo é o principal local extragonadal onde essa reação ocorre. A quantidade de tecido adiposo, portanto, influencia diretamente os níveis de estrona circulante na pós-menopausa. O conhecimento sobre a produção de estrona na menopausa é fundamental para residentes, pois impacta a compreensão de condições como a osteoporose, os sintomas vasomotores e o risco de certos tipos de câncer hormônio-dependentes. A modulação dos níveis de estrogênio, seja por terapia de reposição hormonal ou por inibidores de aromatase, é uma estratégia terapêutica importante, e a fisiopatologia subjacente é um pilar para a prática clínica em ginecologia e endocrinologia.
Na menopausa, a estrona (E1) torna-se o estrogênio predominante. Ela é produzida principalmente pela conversão de androstenediona, um androgênio secretado pelas glândulas adrenais, através da enzima aromatase. Essa conversão ocorre primariamente no tecido adiposo e em outros tecidos periféricos.
O tecido adiposo é um sítio crucial para a síntese de estrogênios na pós-menopausa porque contém a enzima aromatase em abundância. Esta enzima catalisa a conversão de androgênios (como a androstenediona) em estrogênios (como a estrona), fornecendo uma fonte extragonadal de hormônios sexuais.
A produção de estrona no tecido adiposo pode ter implicações clínicas variadas. Níveis mais altos de estrona em mulheres obesas pós-menopausa podem estar associados a um risco aumentado de câncer de mama e endométrio, enquanto níveis muito baixos podem contribuir para sintomas como osteoporose e atrofia urogenital.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo