FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 27 anos de idade, procurou atendimento médico com quadro de fadiga, náusea e icterícia de aparecimento há 10 dias. Nega dor abdominal e emagrecimento relevante. Nega comorbidades prévias e uso de medicamentos nos últimos 3 meses. A mãe da paciente tem o diagnóstico de Artrite Reumatoide. Realizou ultrassonografia abdominal que não mostrou dilatação de vias biliares. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a conduta CORRETA para manejo do quadro.
Mulher jovem com icterícia + fadiga + náusea + USG abdominal normal + história familiar autoimune → Investigar hepatite autoimune e viral.
A icterícia em uma mulher jovem, sem dor abdominal ou dilatação de vias biliares, com história familiar de doença autoimune, levanta forte suspeita de hepatite aguda, incluindo causas autoimunes ou virais. A investigação inicial deve focar em exames laboratoriais para avaliar a função hepática, sorologias virais e autoanticorpos.
A icterícia é um sinal clínico importante que indica um distúrbio no metabolismo ou excreção da bilirrubina. Em uma mulher jovem, sem comorbidades e com ultrassonografia abdominal normal (excluindo obstrução biliar), a etiologia mais provável é uma doença hepatocelular, como hepatite viral ou autoimune. A história familiar de Artrite Reumatoide aumenta a suspeita de uma condição autoimune, como a hepatite autoimune. A fisiopatologia da hepatite autoimune envolve uma resposta imune desregulada contra os hepatócitos, levando à inflamação e necrose hepática. O diagnóstico requer a exclusão de outras causas de hepatite e a presença de autoanticorpos (FAN, anti-músculo liso, anti-LKM1) e/ou níveis elevados de imunoglobulinas, além de achados histopatológicos característicos na biópsia hepática. A conduta inicial correta é uma investigação laboratorial abrangente. Isso inclui exames hepáticos completos (bilirrubinas, transaminases, fosfatase alcalina, gama-GT), sorologias para hepatites virais (A, B, C, E) e, crucialmente, a pesquisa de autoanticorpos. Somente após essa avaliação inicial, e se necessário, procedimentos mais invasivos como a biópsia hepática ou CPRE (se houver suspeita de colangite esclerosante primária, por exemplo) seriam considerados. O tratamento da hepatite autoimune geralmente envolve imunossupressão com corticosteroides.
A investigação inicial deve incluir exames de função hepática (bilirrubinas, transaminases, fosfatase alcalina, gama-GT), coagulograma, sorologias para hepatites virais (A, B, C) e autoanticorpos (FAN, anti-músculo liso, anti-LKM1) para rastrear hepatite autoimune.
A presença de doenças autoimunes na família, como Artrite Reumatoide, aumenta a probabilidade de o paciente desenvolver outra doença autoimune, incluindo a hepatite autoimune, devido a uma predisposição genética compartilhada.
A biópsia hepática é geralmente indicada após a exclusão de causas mais comuns e quando os exames não invasivos não são conclusivos, ou para estadiamento e confirmação de doenças como hepatite autoimune, colangite biliar primária ou outras hepatopatias crônicas.
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