SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021
Paciente masculino, 74 anos, procura atendimento médico para início de tratamento medicamentoso para quadro de hipertensão arterial. O médico da família inicia o uso de verapamil uma vez ao dia. Exceto anlodipino e felodipino, os antagonistas dos canais de cálcio devem ser evitados em idosos portadores de
Verapamil/Diltiazem (não diidropiridínicos) → Evitar em idosos com bradiarritmias ou IC.
Verapamil e diltiazem são antagonistas dos canais de cálcio não diidropiridínicos que têm efeitos cronotrópicos e inotrópicos negativos significativos. Em idosos, que já podem ter disfunção do nó sinusal ou do sistema de condução, o uso desses medicamentos pode exacerbar bradiarritmias ou induzir bloqueios atrioventriculares, sendo contraindicado ou exigindo extrema cautela.
Os antagonistas dos canais de cálcio (ACC) são uma classe heterogênea de medicamentos usados no tratamento da hipertensão, angina e algumas arritmias. Eles são divididos em diidropiridínicos (como anlodipino e felodipino), que atuam predominantemente na vasodilatação periférica, e não diidropiridínicos (como verapamil e diltiazem), que também têm efeitos significativos no miocárdio e no sistema de condução cardíaca. Em pacientes idosos, a farmacocinética e a farmacodinâmica dos medicamentos podem estar alteradas, e a prevalência de comorbidades como bradiarritmias e insuficiência cardíaca é maior. Os ACC não diidropiridínicos, como o verapamil, exercem efeitos cronotrópicos e dromotrópicos negativos, diminuindo a frequência cardíaca e a condução atrioventricular. Portanto, o verapamil e o diltiazem devem ser evitados em idosos com bradiarritmias preexistentes ou bloqueios atrioventriculares, bem como em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, devido ao risco de piora da função cardíaca. Os ACC diidropiridínicos (anlodipino, felodipino) são geralmente mais seguros nessas populações, pois seus efeitos cardíacos diretos são menos pronunciados.
Os diidropiridínicos (ex: anlodipino, felodipino) atuam predominantemente nos vasos sanguíneos, causando vasodilatação. Os não diidropiridínicos (ex: verapamil, diltiazem) atuam também no coração, diminuindo a frequência cardíaca e a contratilidade.
Verapamil e diltiazem têm efeito depressor sobre o nó sinusal e o nó atrioventricular, podendo agravar bradiarritmias preexistentes ou induzir bloqueios de condução em idosos, que já podem ter disfunção do sistema de condução.
Verapamil e diltiazem são geralmente contraindicados em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) devido aos seus efeitos inotrópicos negativos, que podem piorar a função cardíaca. Anlodipino e felodipino são mais seguros nessa condição.
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