BI-RADS 4b: Conduta em Nódulo Mamário Suspeito

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015

Enunciado

Paciente, de 55 anos, procura atendimento especializado devido à alteração no exame de rastreio mamográfico. Nega lesão palpável e/ou descarga papilar. Ao exame: mamas médias. Ptose grau 1. Sem lesões. Descarga papilar negativa. Axilas e fossas supraclaviculares livres. Mamografia e ultrassonografia mostram nódulo solído de 1cm no QSL da mama direita (BI-RADS 4b). Mama esquerda = BI-RADS 1. Qual melhor conduta inicial neste caso?

Alternativas

  1. A) Deve-se proceder estudo anatomopatológico da lesão, através de biópsia por agulha grossa (corebiópsia).
  2. B) Deve-se proceder com estudo anatomopatológico, por meio de exérese cirúrgica, pois trata-se de lesão suspeita.
  3. C) Deve-se proceder com seguimento em 6 meses, pois há risco de apenas 30% da lesão ser maligna, repetindo-se mamografia e ultrassonografia.
  4. D) Orientar a paciente que para tal lesão deve ser feito apenas controle clínico, pois a lesão ainda não é palpável, logo sem risco para malignidade.
  5. E) Solicitar a ressonância magnética das mamas para melhor caracterização da lesão e decidir sobre a realização de biópsia.

Pérola Clínica

BI-RADS 4b → lesão mamária suspeita (10-50% malignidade) → biópsia por agulha grossa (corebiópsia).

Resumo-Chave

Um achado BI-RADS 4b indica uma lesão mamária com suspeita intermediária de malignidade (probabilidade de 10-50%). Nesses casos, a conduta inicial padrão é a obtenção de material para estudo anatomopatológico, sendo a biópsia por agulha grossa (corebiópsia) o método preferencial devido à sua alta acurácia e menor invasividade.

Contexto Educacional

A classificação BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para a interpretação de exames de imagem da mama, como mamografia e ultrassonografia, e para a orientação da conduta clínica. A categoria BI-RADS 4b indica uma lesão com suspeita intermediária de malignidade, com uma probabilidade de câncer estimada entre 10% e 50%. Diante de tal achado, a investigação histopatológica é imperativa para definir a natureza da lesão. A conduta inicial mais adequada para uma lesão BI-RADS 4b é a obtenção de material para estudo anatomopatológico. Entre as opções disponíveis, a biópsia por agulha grossa (corebiópsia) é o método de escolha. Ela permite a retirada de fragmentos de tecido suficientes para uma análise histológica precisa, distinguindo lesões benignas de malignas, e é menos invasiva que a exérese cirúrgica. A corebiópsia é realizada sob anestesia local e guiada por imagem (ultrassonografia ou mamografia), garantindo a precisão da amostragem. Outras opções, como o seguimento em 6 meses, são inadequadas para uma lesão com essa probabilidade de malignidade, pois podem atrasar o diagnóstico e o tratamento de um câncer. A exérese cirúrgica como primeira conduta é excessivamente invasiva e desnecessária caso a lesão seja benigna. A ressonância magnética tem seu papel no estadiamento ou em casos específicos de alto risco, mas não substitui a biópsia para o diagnóstico histopatológico inicial de uma lesão suspeita. A correta interpretação do BI-RADS e a escolha da biópsia adequada são cruciais na prática da mastologia.

Perguntas Frequentes

O que significa uma classificação BI-RADS 4b?

BI-RADS 4b indica uma lesão mamária com suspeita intermediária de malignidade, com uma probabilidade de câncer variando entre 10% e 50%.

Por que a corebiópsia é a melhor conduta inicial para BI-RADS 4b?

A corebiópsia é o método preferencial porque permite obter amostras de tecido suficientes para um diagnóstico histopatológico preciso, é minimamente invasiva e evita cirurgias desnecessárias para lesões benignas.

Quando a ressonância magnética é indicada para nódulos mamários?

A ressonância magnética é utilizada para estadiamento do câncer de mama já diagnosticado, avaliação de mamas densas, rastreamento em pacientes de alto risco ou para esclarecer achados inconclusivos, mas não é a primeira etapa diagnóstica para um BI-RADS 4b.

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