ENARE/ENAMED — Prova 2025
A abordagem de lactente de 2 meses, saudável, em bom estado geral, com aleitamento materno exclusivo, apresentando proctocolite alérgica, é:
Proctocolite alérgica em aleitamento exclusivo → Dieta materna isenta de PLV e soja.
O diagnóstico da proctocolite alérgica é clínico; o manejo envolve a exclusão de proteínas alergênicas da dieta materna sem interromper o aleitamento.
A proctocolite alérgica induzida por proteína alimentar é uma manifestação comum de APLV no primeiro semestre de vida. Caracteriza-se por sangramento retal (estrias de sangue) em lactentes que, fora isso, apresentam-se saudáveis e com bom ganho ponderal. Por ser uma condição não-IgE mediada, os testes alérgicos convencionais costumam ser negativos. O tratamento foca na remoção do antígeno da dieta do lactente (via dieta materna ou fórmulas extensamente hidrolisadas se o desmame já ocorreu). O prognóstico é excelente, com a maioria das crianças atingindo tolerância até o primeiro ano de vida.
Não. O aleitamento materno deve ser mantido. A conduta correta é a exclusão da proteína do leite de vaca (e muitas vezes da soja) da dieta da mãe, já que pequenas quantidades dessas proteínas passam pelo leite materno e desencadeiam a inflamação retal no lactente.
Nenhum exame laboratorial é confirmatório para proctocolite alérgica. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de estrias de sangue nas fezes em um lactente saudável, com melhora após a dieta de exclusão e recidiva após o teste de provocação oral (TPO).
Geralmente, após um período de estabilização (mínimo de 4 semanas ou até os 6-12 meses de idade do lactente), tenta-se a reintrodução gradual para verificar a aquisição de tolerância, sempre sob supervisão médica para observar o retorno dos sintomas.
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