HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020
Um lactente de 42 dias de vida é levado ao pediatra com relato de três episódios, nesta semana, de rajas de sangue nas fezes. Em aleitamento materno exclusivo, não se verificam febre, diarreia, alteração do estado geral ou outro sintoma. Ao exame, constata-se bom ganho ponderal, sem qualquer alteração digna de nota. O lactente encontra-se ativo e mama avidamente. Em relação a esse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica e a conduta inicial.
Lactente em aleitamento exclusivo com sangue nas fezes, bom estado geral → suspeitar proctocolite alérgica.
A presença de rajas de sangue nas fezes em um lactente em aleitamento materno exclusivo, sem outros sintomas de gravidade (febre, diarreia, alteração do estado geral) e com bom ganho ponderal, é altamente sugestiva de proctocolite alérgica induzida por proteínas alimentares, sendo a proteína do leite de vaca (APLV) a causa mais comum. A conduta inicial é a exclusão do alérgeno da dieta materna.
A proctocolite alérgica induzida por proteínas alimentares é uma causa comum de sangramento retal em lactentes, especialmente aqueles em aleitamento materno exclusivo. É uma condição benigna e autolimitada, caracterizada por uma inflamação não-IgE mediada da mucosa do cólon e reto, desencadeada pela exposição a proteínas alimentares, sendo a proteína do leite de vaca (APLV) a mais frequente. O quadro clínico típico, como o descrito na questão, envolve um lactente jovem (geralmente < 6 meses) em bom estado geral, sem febre, vômitos ou diarreia profusa, mas com rajas de sangue nas fezes. O bom ganho ponderal e a ausência de outros sintomas sistêmicos são pistas importantes que diferenciam a proctocolite alérgica de causas mais graves de sangramento gastrointestinal, como infecções ou intussuscepção. A conduta inicial consiste na exclusão do alérgeno suspeito da dieta materna. Na maioria dos casos, a exclusão do leite de vaca e seus derivados é suficiente para resolver os sintomas. Após a melhora, uma provocação oral controlada pode ser realizada para confirmar o diagnóstico. É importante tranquilizar os pais, pois a condição geralmente se resolve espontaneamente até o primeiro ano de vida.
O principal sinal é a presença de sangue nas fezes (rajas ou pontos), geralmente sem outros sintomas como febre, vômitos ou diarreia profusa. O lactente costuma estar em bom estado geral e com bom ganho ponderal.
A causa mais comum é a alergia à proteína do leite de vaca (APLV), cujas proteínas são transferidas para o leite materno. Outros alérgenos, como soja, ovo e trigo, também podem estar envolvidos.
A conduta inicial é a exclusão do leite de vaca e seus derivados da dieta materna por 2 a 4 semanas. Se houver melhora, a programação de uma provocação oral controlada pode ser considerada para confirmar o diagnóstico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo