UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
A conduta terapêutica mais recomendada para a paciente é:
Retocolite ulcerativa com displasia de alto grau → Proctocolectomia total com bolsa ileal (J-pouch).
A proctocolectomia total com anastomose bolsailioanal (J-pouch) é a cirurgia de escolha para retocolite ulcerativa com displasia de alto grau ou câncer, pois remove todo o cólon e reto, preservando a continência fecal e evitando uma ileostomia definitiva.
A retocolite ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto. Sua importância clínica reside no risco de complicações graves, incluindo o desenvolvimento de displasia e câncer colorretal, especialmente em casos de longa duração ou doença extensa. A vigilância endoscópica regular é crucial para identificar essas alterações precocemente. A fisiopatologia da RCU envolve uma resposta imune desregulada da mucosa intestinal. O diagnóstico é feito por colonoscopia com biópsias. Quando há detecção de displasia de alto grau ou câncer colorretal, a conduta cirúrgica torna-se imperativa. A proctocolectomia total remove todo o cólon e reto, eliminando o risco de progressão da doença maligna. O tratamento cirúrgico mais recomendado para RCU com displasia de alto grau ou câncer é a proctocolectomia total com anastomose bolsailioanal (J-pouch). Este procedimento permite a remoção completa da doença, ao mesmo tempo em que tenta preservar a função esfincteriana e a continência fecal, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente em comparação com uma ileostomia definitiva.
As principais indicações incluem displasia de alto grau, câncer colorretal, retocolite refratária ao tratamento clínico e complicações agudas graves como megacólon tóxico ou hemorragia incontrolável.
É um procedimento onde uma bolsa é criada a partir do íleo terminal e anastomosada ao canal anal, substituindo o reto. Sua vantagem é preservar a continência fecal, evitando uma ileostomia permanente.
As complicações incluem pouchite (inflamação da bolsa), estenose da anastomose, fístulas e disfunção da bolsa, que podem afetar a qualidade de vida do paciente.
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