UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
Paciente encaminhada ao pronto-socorro com relato materno de ser portadora de dermatite atópica e asma, apresentando há 2 dias, fezes com muco e estrias de sangue. Estado geral preservado, boa aceitação alimentar e sem febre. A hipótese diagnóstica e o mecanismo fisiopatológico mais provável são:
Lactente com atopia + sangue/muco nas fezes + bom estado geral → suspeitar de proctite não IgE mediada (alergia alimentar).
A proctite não IgE mediada é uma forma comum de alergia alimentar em lactentes, frequentemente associada a histórico de atopia. Caracteriza-se por sangramento retal indolor, muco nas fezes e bom estado geral, sendo a proteína do leite de vaca a causa mais comum.
A proctite não IgE mediada, também conhecida como proctocolite induzida por proteína alimentar (APLV não IgE), é uma manifestação comum de alergia alimentar em lactentes, especialmente aqueles com histórico familiar ou pessoal de atopia, como dermatite atópica e asma. Caracteriza-se por inflamação da mucosa retal e colônica, mediada por mecanismos imunológicos celulares, e não por anticorpos IgE. Clinicamente, apresenta-se com fezes com muco e estrias de sangue, geralmente sem dor abdominal significativa, febre ou comprometimento do estado geral. A proteína do leite de vaca é o alérgeno mais comum, mas soja e outros alimentos também podem ser desencadeantes. O diagnóstico é feito pela exclusão do alimento suspeito da dieta e reintrodução para confirmar a relação. O manejo consiste na eliminação do alérgeno da dieta da mãe (se amamentado) ou na substituição da fórmula por uma extensamente hidrolisada ou de aminoácidos. O prognóstico é favorável, com a maioria das crianças desenvolvendo tolerância ao alimento até os 12-24 meses de idade, tornando o acompanhamento nutricional e médico essencial.
A proteína do leite de vaca é o principal desencadeante, seguida pela proteína da soja e, menos frequentemente, ovos e trigo.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na melhora após a exclusão do alimento suspeito da dieta da mãe (se amamentado) ou da fórmula do bebê. O tratamento é a exclusão dietética.
O prognóstico é geralmente excelente, com a maioria das crianças desenvolvendo tolerância ao alimento desencadeante por volta do primeiro ano de vida.
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