Procedimentos Invasivos: Indicações e Erros Comuns

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Um dos primeiros desafios enfrentados pelo residente de cirurgia é o domínio de procedimentos invasivos a beira do leito. O conhecimento da anatomia de superfície é o primeiro passo, porém a dificuldade e a responsabilidade somente aumentam com o aprofundamento dos estudos. Pode-se dizer que o residente está preparado quando passa a contraindicá-los, pois a ponderação do risco/benefício, a morbidade inerente ao procedimento o risco de complicações e a necessidade de intervenções para corrigir possíveis iatrogenias são preceitos que começam a nortear as condutas. Julgue as alternativas e marque a resposta incorreta:

Alternativas

  1. A)  O acesso venoso central está indicado na necessidade de infusão de drogas vasoativas como a noradrenalina e a adrenalina em altas concentrações, em caso de medicações hiperosmolares e nutrição parenteral total. A falência de acesso venoso periférico é indicação relativa, porém é sempre importante avaliar a modificação na prescrição para outras vias de administração como a intramuscular e subcutânea. A própria hidratação é factível, podendo-se infundir com segurança soluções cristaloides em volumes consideráveis por via subcutânea (hipodermóclise).
  2. B)  A paracentese possui aplicação diagnóstica e terapêutica. Em pacientes com restrição ventilatória por distensão abdominal às custas de líquido ascítico, pode-se indicar a sua evacuação normalmente puncionando-se um ponto lateral a uma linha imaginária traçada da cicatriz umbilical à espinha ilíaca antero-superior esquerda. A retirada de volumes superiores a 5 litros implica em necessidade de infusão intravenosa de albumina. No procedimento diagnóstico, a dosagem de albumina sérica e do líquido ascítico é aplicada a um cálculo que permite conclusões quanto a provável etiologia do quadro.
  3. C)  A toracocentese no estudo do líquido pleural possui indicações análogas aos derrames ascíticos. Assim como no liquido abdominal, o cálculo envolvendo o gradiente da proteína sérica e do líquido pleural apresentam importância na avaliação do provável diagnóstico etiológico. O Escore de Wells utiliza esse cálculo para definir se o líquido é transudato ou exsudato.
  4. D)  A aplicação da ultrassonografia à beira do leito além de amplificar a chance de êxito nos procedimentos reduzem as complicações, principalmente em mãos experientes. A familiarização com os diversos aparelhos, suas funções e o reconhecimento das imagens geradas por eles é condição cada vez mais frequente na prática médica.

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