Procedimento de Turnbull-Cutait: Técnica e Indicações

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

O procedimento cirúrgico de Turnbull-Cutait:

Alternativas

  1. A) É um procedimento utilizado somente para doenças malignas do reto médio e inferior.
  2. B) É um procedimento utilizado somente para doenças benignas do reto médio e inferior.
  3. C) Requer uma colostomia perineal, ou seja, o colo abaixado, depois da ressecção cólica baixa, passa pelo canal anal 5 a 10 cm (ficando exteriorizado) e após, cerca de 7 a 10 dias, o excesso é ressecado, e alguns pontos fixam o colo abaixado ao canal anal. Essa segunda cirurgia é feita toda por via perineal.
  4. D) Não aceita a realização de uma colostomia protetora.
  5. E) Não aceita a realização de uma ileostomia protetora.

Pérola Clínica

Turnbull-Cutait = Abaixamento com exteriorização perineal + ressecção tardia (7-10 dias) sem estoma.

Resumo-Chave

A técnica de Turnbull-Cutait é uma alternativa para evitar estomas de proteção em anastomoses ultrabaixas, utilizando o próprio cólon exteriorizado como 'proteção' temporária antes da fixação definitiva.

Contexto Educacional

O procedimento de Turnbull-Cutait, também conhecido como abaixamento de cólon com anastomose retardada, foi desenvolvido para reduzir as complicações sépticas das anastomoses colorretais baixas. A técnica consiste na mobilização do cólon, ressecção do segmento doente e tração do cólon sadio através do canal anal, deixando um segmento de 5 a 10 cm exteriorizado. Durante o período de espera (7 a 10 dias), ocorrem aderências entre o cólon abaixado e as estruturas pélvicas/anais. Isso isola o espaço perirretal da luz intestinal. Após esse período, o segmento redundante é removido. Embora menos comum hoje devido aos grampeadores circulares e melhores cuidados perioperatórios, continua sendo uma ferramenta valiosa no arsenal do cirurgião colorretal para casos complexos.

Perguntas Frequentes

Qual a principal vantagem da técnica de Turnbull-Cutait?

A principal vantagem é evitar a necessidade de um estoma de derivação (ileostomia ou colostomia) em cirurgias de ressecção de reto baixo. Ao exteriorizar o cólon pelo canal anal e realizar a anastomose apenas após alguns dias, cria-se uma aderência natural que protege contra deiscências e peritonite.

Como é realizada a segunda etapa da cirurgia?

A segunda etapa ocorre geralmente entre o 7º e o 10º dia pós-operatório. É realizada inteiramente por via perineal, sem necessidade de nova laparotomia. O excesso de cólon exteriorizado é ressecado e a borda do cólon é suturada (anastomosada) ao canal anal ou coto retal remanescente.

Para quais patologias essa técnica é indicada?

Pode ser utilizada tanto em doenças benignas (como megacólon chagásico ou retocolite ulcerativa em casos selecionados) quanto em doenças malignas do reto médio e inferior, especialmente quando as condições locais ou do paciente desencorajam uma anastomose primária imediata.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo