Procalcitonina e Marcadores Inflamatórios no Choque Séptico

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Em relação ao uso de marcadores inflamatórios para diagnóstico, estratificação de prognóstico e monitorização de resposta à antibioticoterapia nos casos de choque séptico, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) A ferritina sérica é uma proteína de fase aguda que diminui na presença de citocinas inflamatórias.
  2. B) A medida isolada da proteína C reativa é um importante biomarcador com alta sensibilidade em diferenciar casos de sepse grave e infecção bacteriana.
  3. C) A procalcitonina é útil na decisão de suspender a antibioticoterapia.
  4. D) O lactato na maioria dos casos de sepse em pediatria é muito útil na monitorização ou alvo terapêutico.

Pérola Clínica

Procalcitonina → Alta especificidade para infecção bacteriana e guia para suspensão de antibióticos.

Resumo-Chave

A procalcitonina é um biomarcador superior à PCR para guiar o tempo de tratamento antimicrobiano, permitindo o descalonamento seguro quando seus níveis apresentam queda significativa.

Contexto Educacional

A monitorização da sepse evoluiu para incluir biomarcadores que auxiliam na tomada de decisão clínica. A procalcitonina (PCT) destaca-se por sua cinética rápida, elevando-se em 3-6 horas após o estímulo bacteriano e apresentando meia-vida curta, o que a torna ideal para avaliar a resposta ao tratamento. Em contrapartida, marcadores como a ferritina e a PCR são proteínas de fase aguda positiva (aumentam na inflamação), mas carecem de especificidade. O uso criterioso desses exames, integrados ao quadro clínico e à depuração do lactato, permite uma estratificação de risco mais precisa e um manejo terapêutico otimizado no ambiente de terapia intensiva.

Perguntas Frequentes

Qual a principal utilidade da procalcitonina na sepse?

A procalcitonina é particularmente útil na decisão de suspender ou descalonar a antibioticoterapia. Diferente de outros marcadores, seus níveis caem rapidamente conforme a infecção bacteriana é controlada, servindo como um indicador confiável de que o tratamento antimicrobiano pode ser interrompido com segurança, reduzindo o tempo de exposição a drogas e o risco de resistência bacteriana.

A Proteína C Reativa (PCR) é confiável para diferenciar sepse?

Não de forma isolada. Embora a PCR seja uma proteína de fase aguda sensível, ela possui baixa especificidade, elevando-se em diversos processos inflamatórios não infecciosos, traumas e cirurgias. Portanto, ela não consegue diferenciar com precisão casos de sepse grave de outras causas de inflamação sistêmica ou infecções bacterianas localizadas.

Como o lactato deve ser utilizado na sepse pediátrica?

Na pediatria, o lactato é um marcador de hipoperfusão tecidual, mas sua utilidade como alvo terapêutico isolado ou monitorização contínua é menos robusta do que em adultos. O manejo deve focar em parâmetros clínicos de perfusão (tempo de enchimento capilar, pulsos e nível de consciência) em conjunto com os níveis de lactato, não dependendo exclusivamente dele para guiar a ressuscitação.

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