PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Em relação ao uso de marcadores inflamatórios para diagnóstico, estratificação de prognóstico e monitorização de resposta à antibioticoterapia nos casos de choque séptico, é CORRETO afirmar:
Procalcitonina → Alta especificidade para infecção bacteriana e guia para suspensão de antibióticos.
A procalcitonina é um biomarcador superior à PCR para guiar o tempo de tratamento antimicrobiano, permitindo o descalonamento seguro quando seus níveis apresentam queda significativa.
A monitorização da sepse evoluiu para incluir biomarcadores que auxiliam na tomada de decisão clínica. A procalcitonina (PCT) destaca-se por sua cinética rápida, elevando-se em 3-6 horas após o estímulo bacteriano e apresentando meia-vida curta, o que a torna ideal para avaliar a resposta ao tratamento. Em contrapartida, marcadores como a ferritina e a PCR são proteínas de fase aguda positiva (aumentam na inflamação), mas carecem de especificidade. O uso criterioso desses exames, integrados ao quadro clínico e à depuração do lactato, permite uma estratificação de risco mais precisa e um manejo terapêutico otimizado no ambiente de terapia intensiva.
A procalcitonina é particularmente útil na decisão de suspender ou descalonar a antibioticoterapia. Diferente de outros marcadores, seus níveis caem rapidamente conforme a infecção bacteriana é controlada, servindo como um indicador confiável de que o tratamento antimicrobiano pode ser interrompido com segurança, reduzindo o tempo de exposição a drogas e o risco de resistência bacteriana.
Não de forma isolada. Embora a PCR seja uma proteína de fase aguda sensível, ela possui baixa especificidade, elevando-se em diversos processos inflamatórios não infecciosos, traumas e cirurgias. Portanto, ela não consegue diferenciar com precisão casos de sepse grave de outras causas de inflamação sistêmica ou infecções bacterianas localizadas.
Na pediatria, o lactato é um marcador de hipoperfusão tecidual, mas sua utilidade como alvo terapêutico isolado ou monitorização contínua é menos robusta do que em adultos. O manejo deve focar em parâmetros clínicos de perfusão (tempo de enchimento capilar, pulsos e nível de consciência) em conjunto com os níveis de lactato, não dependendo exclusivamente dele para guiar a ressuscitação.
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