UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Em relação ao uso de prebióticos e probióticos, considere as afirmativas a seguir. I. Algumas cepas de lactobacilos melhoram a digestão de lactose, reduzindo os sintomas relacionados a sua intolerância. II. Prebióticos, como a lactulose, são recomendados no tratamento e na prevenção da encefalopatia hepática. III. Há evidências sugerindo que o uso de algumas cepas de probióticos e da oligofrutose levam a melhora na resposta imune. IV. Há forte evidência de remissão da colite ulcerativa leve e moderada com uso de probióticos. Assinale a alternativa correta
Probióticos (Lactobacillus) auxiliam na intolerância à lactose; Lactulose (prebiótico) é chave na encefalopatia hepática.
Probióticos e prebióticos têm papéis distintos e complementares na saúde intestinal e sistêmica. Enquanto probióticos são microrganismos vivos com benefícios específicos, prebióticos são substratos que promovem o crescimento de bactérias benéficas. A lactulose, um prebiótico, é essencial na encefalopatia hepática por reduzir a amônia.
Probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem um benefício à saúde do hospedeiro. Prebióticos são substratos não digeríveis que são seletivamente utilizados por microrganismos do hospedeiro, conferindo um benefício à saúde. A compreensão de suas funções e indicações é crucial na prática clínica moderna, especialmente no manejo de distúrbios gastrointestinais e na modulação da resposta imune. A intolerância à lactose, por exemplo, pode ser aliviada pelo uso de probióticos contendo cepas de lactobacilos que produzem lactase, enzima responsável pela digestão da lactose. Já a lactulose, um prebiótico, é um pilar no tratamento e prevenção da encefalopatia hepática, pois acidifica o cólon, convertendo a amônia (NH3) em íon amônio (NH4+), que não é absorvível e é excretado nas fezes, reduzindo os níveis séricos de amônia neurotóxica. A modulação da microbiota intestinal por probióticos e prebióticos também tem sido associada à melhora da resposta imune, com evidências crescentes sobre o eixo intestino-imune. Contudo, é importante ressaltar que, embora haja pesquisas promissoras, a evidência para o uso de probióticos na indução de remissão de doenças inflamatórias intestinais como a colite ulcerativa leve a moderada ainda não é considerada 'forte' o suficiente para ser uma terapia de primeira linha, sendo mais frequentemente explorados como adjuvantes ou em fases de manutenção.
Os probióticos, como algumas cepas de lactobacilos, podem melhorar a digestão de lactose, modular a resposta imune e contribuir para o equilíbrio da microbiota intestinal, auxiliando na saúde gastrointestinal.
A lactulose atua como um prebiótico, acidificando o cólon e convertendo a amônia (NH3) em íon amônio (NH4+), que não é absorvível e é excretado nas fezes, reduzindo os níveis séricos de amônia neurotóxica e prevenindo a encefalopatia hepática.
Embora haja estudos, a evidência para o uso de probióticos na indução de remissão da colite ulcerativa leve a moderada não é considerada forte o suficiente para ser uma terapia de primeira linha. Eles são mais frequentemente explorados como adjuvantes ou em fases de manutenção.
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